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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Mulher vive em gaiola de vidro há 13 anos. Ela sequer é capaz de sequer tocar seus entes queridos.


A ideia de ficar em casa sem poder sair de lá para nada, pode ser bastante assustadora para muitas pessoas. Mas, na história que te contaremos hoje, a liberdade não é uma opção, é questão de vida ou morte. 









Juana Munoz, de Cádiz, na Espanha, vive em uma espécie de gaiola de vidro personalizada há 13 anos. Apesar de estar completamente presa, é a estrutura que a mantém protegida de todas as coisas que de outra forma a matariam. 


Após ser diagnosticada com quatro condições de risco de vida - sensibilidade química múltipla (MCS), fibromialgia, síndrome de fadiga crônica e eletrossensibilidade – A mulher de 53 anos não teve escolha senão se isolar dentro de uma gaiola de vidro de 25 metros quadrados. Ela não pode deixar esse espaço sem seguir um protocolo muito rigoroso, e qualquer um que entrar deve tomar banho com produtos de limpeza sem produtos químicos e usar apenas roupas de algodão orgânico.
O mais doloroso é que sua família não pode tocar, muito menos abraçá-la sem colocar sua vida em perigo. Os dois filhos de Juana, com idades entre 26 e 29 anos, só podem abraçá-la duas vezes por ano, e somente depois de passar por vários dias de preparação. 


Juana afirma que o pesadelo que se tornou sua vida começou há 29 anos, com algumas batatas que o marido tinha plantado no quintal. Ela lembra que, assim que tocou as batatas, seus lábios e olhos começaram a inchar e teve que ser levada a um médico. Quando chegou ao hospital, todo o corpo dela ficou inchado e ela se lembra de parecer “como um monstro”. Ela foi tratada com corticosteroides e acabou sendo liberada, mas a partir daí, sempre que entrava em contato com vários produtos químicos, vomitava, sentia fadiga, irritações na pele, asfixia e várias reações alérgicas.
Ela lembra que essas batatas foram pulverizadas com um pesticida que foi proibido alguns anos depois de sofrer sua primeira crise de sensibilidade química. Ela está convencida de que foi esse pesticida que desencadeou sua sensibilidade, mas ela não quer revelar seu nome, porque não quer nenhum problema legal. Tudo o que ela quer é poder abraçar sua família novamente. 


Com o passar do tempo, a sensibilidade química de Juana piorou e ela também foi diagnosticada com fibromialgia e síndrome da fadiga crônica, então ela teve que ser isolada em uma pequena gaiola de vidro com vista para o jardim. Ela está morando lá há 13 anos, esperando que um dia ela possa sair e voltar a levar uma vida normal. 


Seu produz hortaliças orgânicas em seu jardim, que compõem a maior parte de sua dieta diária. Duas vezes por mês, ela come carne orgânica de produtores confiáveis ​​e, quatro ou cinco vezes por mês, come peixe. 


Ela só pode usar roupas de algodão orgânico e usa uma máscara de cerâmica feita na Alemanha para inalar oxigênio sempre que se sentir sem fôlego. 


Por causa de sua condição Juana Munoz só deixa sua “bolha” uma vez por ano, e só porque precisa. Depois de ter sido diagnosticada com câncer de mama há alguns anos, ela deve passar por um exame anual no Hospital Universitário de Puerto Real. Ela descreve a viagem como "inferno". O carro em que ela é transportada deve ser o mais livre possível de produtos químicos, mas é difícil esterilizar um veículo e, em certa ocasião, ela quase asfixiou antes de chegar ao hospital.
Ao chegar ao hospital, ela é colocada em uma sala vazia e esterilizada e o exame é realizado de acordo com um protocolo especial e tedioso. No mesmo dia, ela retorna para sua gaiola de vidro. 


Um de seus principais objetivos na vida é promover a conscientização sobre o MCS e melhorar a vida de outros pacientes. Para este fim, ela iniciou uma campanha chamada "El Abrazo" (O Abraço), que visa ajudar a criar uma máscara com filtros químicos especiais. Isso permitiria a Juana abraçar sua própria mãe mais uma vez. Como uma pessoa idosa, é difícil para ela seguir o protocolo estrito que seus filhos fazem quando lhes é permitido tocá-la, mas essa máscara tornaria possível aquele abraço tão simples e tão importante.
Para a maioria de nós, abraços são gestos simples que às vezes ignoramos, mas para pessoas como Juana Munoz, eles são o objetivo final. 

Informações: Andalucia Informacion via Oddity Central
Imagens: Reprodução do Facebook
Edição: NC
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