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terça-feira, 10 de julho de 2018

Esta mãe dizia que a filha era extremamente doente e a medicava diariamente. Anos depois, algo inimaginável é descoberto.


Muitas vezes a realidade pode ser muito mais perturbadora que a mais elaborada história de ficção. E o caso que te contaremos hoje é um exemplo preciso disso. 









A relação entre uma mãe e sua filha costuma ser, em sua maioria, a mais pura existente. Mães são capazes de arriscar a própria vida para defender seus filhos e esse tipo de reação é esperada pela própria sociedade. No entanto, é muito triste imaginar que a relação de uma mãe com sua filha pode acabar tão mal ao ponto de levar ao fim de uma delas.
Histórias como a de Dee Dee e Gypsy nos fazem questionar a sanidade humana e a que ponto podemos chegar. 


Dee Dee era uma mulher solteira e simpática que vivia com sua filha doente Gypsy na cidade de Springfield que fica no estado do Missouri nos EUA. Elas eram queridas pelos vizinhos que sempre as ajudavam com favores e doações, já que mãe e filha dependiam do auxílio do governo para viver. O grave estado de doença de Gypsy impossibilitava que Dee Dee trabalhasse, se dedicando a vida toda à filha. 


A doce Gypsy Rose Blanchard era dependente de uma cadeira de rodas e vivia presa a tubos de oxigênio e alimentação e, além disso, seu estado de saúde era tão frágil que não a permitia nem conservar cabelos. De acordo com a mãe, a garota tinha leucemia, distrofia muscular, convulsões, deficiência auditiva e visual. 



Dee Dee ainda afirmava que o pai de sua filha a havia abandonado e as dificuldades financeiras é o que as fazia mudar constantemente de cidade e depender de caridade.
Ainda assim, Gypsy era uma criança comum como qualquer outra. Ela queria se divertir e sair com os amigos, mas foi induzida a acreditar que era incapaz disso. Mas tudo não se passava de uma mentira.
Dee Dee era uma pessoa desequilibrada que sustentou a fraude por trás da condição de sua filha por anos. Após engravidar ainda nova, o marido se separou dela e a ela encontrou em Gypsy um alvo. 


Na época, especialistas consultados afirmaram que esse foi o principal exemplo da síndrome de Münchhausen que eles já tinham visto, um transtorno psicológico onde indivíduos fingem e até causam a si mesmo, ou a pessoas próximas, doenças ou traumas psicológicos para chamar atenção ou simpatia para eles. É uma doença compulsiva e psiquiátrica que cria sintomas diversos.
Dee Dee criava doenças e dava medicamentos para a filha por nenhuma razão específica. Ela manipulava Gypsy de uma forma que a garota não pudesse falar nada para ninguém dos abusos que sofria pela própria mãe. E, aos poucos, tantos medicamentos acabaram acarretando doenças reais. 


Porém, não foram somente as peculiaridades dessa história que chocou as pessoas, mas também seu final trágico.
Após arranjar um namorado online, Nicholas Godejohn, com quem manteve um relacionamento virtual por 2 anos, Gypsy criou forças para peitar a matriarca e conseguiu isso da forma mais trágica possível. 


Quando a menina entrou na adolescência, seus comportamentos começaram a ser mais violentos quando se tratava de sua mãe. Ela chegou a fugir, mas foi encontrada pouco tempo depois por Dee Dee. Depois disso sua mãe a trancou e começou a pedir para os outros que a informassem caso a garota estivesse fazendo algo pelas suas costas.
A raiva que se formou dentro de Gypsy fez com que a noite de 14 de junho de 2015 ficasse marcada para sempre. Ela começou a trocar mensagens com Nicholas, conspirando para a morte de sua mãe. Segundo informações da imprensa americana, ela o induziu e o convidou para ir até a sua casa naquela noite. Assim que Dee Dee dormiu Gypsy deixou que Nicholas entrasse e foi então que tudo aconteceu. 


De acordo com os relatos Gypsy persuadiu Nicholas a matar sua mãe. Ela ficou no quarto enquanto tudo acontecia. Após o crime cometido, ambos fugiram e Gypsy usou uma conta no facebook para publicar que Dee Dee estava morta. 


O corpo dela foi encontrado em uma poça de sangue, alguns dias depois. As buscas por Gypsy começaram em seguida. As autoridades a acharam a, aproximadamente, mil quilômetros de distância de onde o crime foi cometido. Os dois estavam juntos e ela estava extremamente bem. Não utilizava a cadeira de rodas da qual passou grande parte de sua vida nem o tubo de alimentação. 


Nicholas foi acusado por assassinato em primeiro grau e Gypsy foi acusada por assassinato em segundo grau e irá cumprir 10 anos de prisão. Depois de tudo o que aconteceu ela afirma ser mais livre na prisão do que jamais foi enquanto vivia com sua mãe. 



Informações: UOL e Daily News
Imagens: Reprodução
Edição: NC
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