Páginas

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Ele ouve homens sussurrando no avião e corre imediatamente até comissária para revelar a verdade.


Escutar a conversa alheia é um ato tido como deselegante e falta de educação. Mas, sejamos honestos, às vezes é inevitável. Pode ser ainda mais difícil de controlar, especialmente, em espaços apertados como nos ônibus, metrôs e até em aviões. 









E esse é exatamente o ponto de partida da história que te contaremos hoje. Quando um passageiro ouve uma conversa entre dois homens.
O passageiro em questão, Denny Kukich, soube que tinha ouvido algo notável, e por este motivo resolveu torna-lo público.
“Eu coloquei minha bagagem de mão no compartimento e me sentei no meu assento. Seria um longo voo. ‘Estou feliz por ter um bom livro para ler. Talvez eu tire uma pequena soneca”, pensei.
Pouco antes da decolagem, uma fila de soldados desceu pelo corredor e ocupou todos os assentos vagos, totalmente ao meu redor. Eu decidi começar uma conversa.
“Para onde você está indo?”, Perguntei ao soldado sentado mais perto de mim. ‘Petawawa. Nós estaremos lá por duas semanas para um treinamento especial, e então seremos enviados para o Afeganistão’.
Depois de voar por cerca de uma hora, foi feito um anúncio de que o almoço estava disponível por cinco dólares. Levaria várias horas até chegarmos ao destino, e eu achei que comer ajudaria a passar o tempo…
Ao pegar minha carteira, ouvi um soldado perguntar ao amigo se ele planejava comprar o almoço. ‘Não, isso parece muito dinheiro para apenas um lanche. Provavelmente não valeria cinco dólares. Vou esperar até chegarmos à base’.
Seu amigo concordou.
Eu olhei em volta para os outros soldados. Ninguém estava comprando o almoço. Fui até o fundo do avião e dei à comissária de bordo uma nota de cinquenta dólares. ‘Leve um almoço para todos aqueles soldados’. Ela agarrou meus braços e apertou com força. Seus olhos molhados de lágrimas, ela me agradeceu. ‘Meu filho foi soldado no Iraque; é quase como se você estivesse fazendo isso por ele’.
Com os dez sacos, ela foi até o corredor onde os soldados estavam sentados. Ela parou no meu lugar e perguntou: ‘Do que você mais gosta – carne ou frango?’.
‘Frango’, respondi, imaginando por que ela perguntou. Ela se virou e foi para frente do avião, voltando um minuto depois com um prato de jantar da primeira classe.
‘Este é o seu obrigada…’.
Depois que terminamos de comer, fui novamente para a parte de trás do avião, para o banheiro. Um homem me parou. ‘Eu vi o que você fez. Eu quero fazer parte disso. Aqui, pegue isso’. E me deu vinte e cinco dólares.
Logo depois que voltei para o meu lugar, vi o comandante do voo vindo pelo corredor, olhando para os números dos corredores enquanto caminhava. Eu esperava que ele não estivesse olhando para mim, mas notei que estava procurando para os números apenas do meu lado do corredor. Quando ele chegou à minha fila, parou, sorriu, estendeu a mão e disse: ‘Eu quero apertar sua mão’. Desapertando rapidamente o meu cinto de segurança, fiquei de pé e peguei a mão do comandante.
Com uma voz estrondosa, ele disse: ‘Eu era um soldado e piloto. Certa vez, alguém me comprou um almoço. Foi um ato de bondade que nunca esqueci’. Fiquei envergonhado quando ouvi aplausos de todos os passageiros.
Mais tarde, fui até a frente do avião para esticar as pernas. Um homem que estava sentado a cerca de seis fileiras na minha frente estendeu a mão, querendo apertar a minha. Ele deixou mais vinte e cinco dólares na palma da minha mão.
Quando pousamos, juntei meus pertences e comecei a desembarcar. Esperando na porta do avião estava um homem que me parou, colocou algo no bolso da minha camisa, virou-se e foi embora sem dizer uma palavra. Mais vinte e cinco dólares!
Ao entrar no terminal, vi os soldados se reunindo para a viagem até a base. Fui até eles e entreguei-lhes setenta e cinco dólares. ‘Levará algum tempo para chegar à base. Já será hora de um sanduíche. Deus os abençoe’.
Dez jovens deixaram o voo sentindo o amor e o respeito de seus companheiros de viagem”. 

Este relato nos prova que, como as ondas nas águas, atos de bondade também se espalham. 

Informações: Love What Matters
Imagens: Reprodução
Edição: NC
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário