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terça-feira, 26 de junho de 2018

O fim o apresentador de TV brasileiro que mandava eliminar pessoas para aumentar a audiência do programa. Agora sua história vai virar filme.


O ambiente dentro de uma emissora pode ser bastante hostil. Já que, normalmente, os funcionários são submetidos a pressões gigantescas, exposição exacerbada, puxadas de tapete e muita inveja. Sem dúvidas, acaba valendo tudo pela fama e audiência. 








Prova disso, foi a atenção da mídia internacional em relação a um caso que aconteceu aqui no Brasil. O do apresentador amazonense, Wallace Souza, que foi acusado de ser o mandante de assassinatos para aumentar a audiência de seu programa de TV. 


“Há histórias reais que podem superar o roteiro de cinema policial mais rocambolesco”, diz o diário espanhol El País, afirmando que este é o caso de Wallace Souza.
A polícia do Amazonas começou a investigar Wallace em outubro de 2008, e através de buscas em sua residência, acabou encontrando uma grande quantidade de dinheiro, munições e cartuchos de balas retirados de locais de crimes.
A imprensa internacional destaca que os crimes foram cometidos para aumentar a audiência do programa apresentado por Souza – Canal Livre – em uma TV local de Manaus e diz que sua equipe de filmagem era sempre a primeira no local do crime, o que teria feito a polícia suspeitar. 


O filho de Wallace Souza foi preso por ser acusado de ter participado de alguns dos crimes. Além disso, um ex-segurança teria dito à polícia que ele havia ordenado alguns assassinatos. 


Segundo um site de notícias sul coreano, “as investigações mostram que Souza ou seu filho ordenavam os assassinatos e depois entravam em contato com a equipe de filmagem para avisar onde estavam as vítimas”.
Após a acusação de ter participado de diversos crimes, incluindo formação de quadrilha, tráfico de drogas e homicídio, o apresentador, que também era deputado estadual, teve o mandato cassado. Posteriormente, foi preso e cumpriu a pena em prisão domiciliar.
Por fim, Wallace Souza morreu em Julho de 2010 aos 51 anos de parada cardíaca, depois de ter ficado internado por mais de três meses em um hospital de São Paulo, onde estava sob custódia da polícia, para tratar uma doença crônica no fígado. 


De acordo com informações do Amazonas News, um documentário sobre o ex-deputado e apresentador está sendo gravado por uma equipe de TV britânica, em Manaus, e futuramente será disponibilizado na plataforma de streaming “Netflix”. 

Informações: Terra, BBC Brasil, Amazonas Atual e Amazonas News
Imagens: Reprodução
Edição: NC
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