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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Este cirurgião estava trabalhando quando ficou paraplégico, mas ele não deixou de salvar vidas.


Todos nós temos o conhecimento de que o destino é implacável. Nunca sabemos o que está reservado para nós. Às vezes, coisas boas acontecem, bem como, coisas ruins. Neste caso, cabe a nós tirarmos o melhor das situações que enfrentamos. 





Um exemplo que ilustra muito bem onde queremos chegar, é a história de Basílio Torres, um cirurgião urológico que vive e trabalha na cidade de Oran, na Argentina. Ele levava uma vida normal, como qualquer médico de um hospital da província, e dedicava-se a salvar vidas na sala de cirurgia.
Até que, em Dezembro de 2011, a ambulância em que ele viajava se envolveu em um acidente. Enquanto estava estirado no asfalto, o próprio médico percebeu que seu quadro era sério, uma vez que ele não sentia nada da cintura para baixo.
Os médicos que o trataram rapidamente descobriram lesões na espinha e trauma na medula espinhal. Ele foi submetido a diversas cirurgias e ficou um ano internado em Buenos Aires. O tempo passou e Basílio começou a se recuperar, mas sabia que não voltaria a andar.


O homem gradualmente se acostumou a viver em uma cadeira de rodas e a recuperar seus hábitos, porém esta descrente de que voltaria trabalhar.
No entanto, este homem amava muito o que fazia. Apenas uma semana depois de voltar de Buenos Aires à sua província, Torres retornou ao hospital. Seus colegas o ajudaram a se reinserir e começaram a comparecer no consultório do médico.
Porém, durante vários anos, ele não voltou para a sala de cirurgia. Mas sua verdadeira vocação era a de cirurgião, operar para salvar vidas. Portanto, um de seus colegas, Alberto Minetti, começou a encorajá-lo a retornar à sua principal função. 


No início, segundo informações do portal espanhol La Bioguia, Basilio hesitou: "Eu não sabia como fazer isso, as salas de cirurgia não estão prontas”. Mas a equipe do hospital cuidou de adaptar a sala de operações às suas necessidades: não foi tão difícil assim, o principal era diminuir a altura da maca para que ela pudesse ser trabalhada na cadeira de rodas. 


Finalmente, Basilio retornou à sala de cirurgia, com sua esposa Cecilia, que se juntou à equipe de cirurgia como assistente pessoal. "As primeiras vezes eu fiquei com vergonha porque todo mundo estava olhando para mim”. Ele explica, ”mas isso é normal, já que não é comum que uma pessoa com mobilidade reduzida assuma uma tarefa de tanta responsabilidade; Embora seja perfeitamente possível”. 


Torres ainda explicou à imprensa que a cadeira não é um problema para manter a esterilização da sala de cirurgia, uma vez que é coberta com uma folha estéril e o médico usa um roupão maior que o normal, que também cobre a cadeira.
Desde o acidente, Basílio já realizou mais de 100 cirurgias bem-sucedidas, provando que uma deficiência não tem que ser o fim do que nós amamos para fazer. 

Informações: La Bioguia
Imagens: Reprodução: La Bioguia
Edição: NC
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