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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Jornalista vê sua carreira arruinada após ida ao cabeleireiro. Agora sua história virou um livro.


Ainda que muitas pessoas não gostem de admitir, a aparência realmente é algo com que nos preocupamos muito. A aceitação alheia é algo que tira o sono de alguns indivíduos, e infelizmente muitos se entristecem por não conseguirem seguir o “padrão”. 









Muitas vezes, a briga para passar uma aparência que não chame a atenção das pessoas de maneira negativa demanda um esforço descomunal e injusto. Esse é o caso do apresentador de TV Lee Thomas, que recentemente foi condecorado com um prêmio Emmy.


Mas para alcançar o sucesso, o jornalista passa todos os dias por uma rotina desgastante de maquiagem. Isso porque o apresentador é portador de uma condição chamada vitiligo, que causa a despigmentação da pele, fazendo com que a pessoa apresente uma série de manchas brancas pelo corpo. 




O jornalista conta que descobriu sua condição aos 25 anos, quando estava cortando o cabelo. 


Ao terminar o corte, seu barbeiro teria mostrado a ele as primeiras manchas que apareceram em seu corpo, localizadas na região da cabeça. Assustado, Lee conta que foi conversar com sua mãe – que acreditava que o problema havia se dado por conta do estresse. “Apareceu outra mancha, no outro lado do meu coro cabeludo, outra ao lado dela, do tamanho de duas moedas de dez centavos, e logo depois outras manchas apareceram nas mãos, nos arredores da boca e no nariz. Eu sabia que algo não ia bem”, contou o apresentador, segundo o portal Upsocl. 


Por indecisão, Thomas permitiu que se passasse um ano até que ele finalmente se voltasse para um profissional para resolver seu problema. Ele estava trabalhando em Nova York e pediu para ver um médico, em seguida, foi diagnosticado com vitiligo. O médico mencionou que a condição tinha tratamento, mas nenhuma cura e que ao longo do tempo sua pele mudaria de cor em mais pontos. 


Lee confessa que naquele momento a única coisa em que conseguia pensar era em sua carreira, que ele acreditava que terminaria. Então, rapidamente começou a pensar em outras opções de trabalho.
Felizmente, Lee não desistiu e não deixou a doença acabar com sua carreira, decisão essa que ele credita às pessoas que o apoiaram e o fizeram seguir em frente.
Em um primeiro momento, ele assume que tentou esconder sua condição, no entanto, o avanço da doença fez com que ele mudasse de comportamento. “Eu preferia que as pessoas pensassem que tenho uma doença, do que pensassem que estou sujo. Foi então que deixei de cobrir minhas mãos”, conta. 


Agora, quando aparece na televisão Lee usa maquiagem, mas isso não significa que ele tem vergonha de sua condição. O homem não apenas assumiu sua doença, como também sente orgulho de ter conseguido progredir. Ele geralmente dá palestras sobre essa doença e todo ano, no Dia Mundial do Vitiligo, ele aparece na frente das câmeras sem uma gota de maquiagem. 


Em 2007, ele escreveu um livro chamado "Turning White: A Memoir of Change" (Tornar-se Branco: A Memória da Mudança), onde ele documentou todo o processo da doença. 


“Hoje sinto que essa doença me converteu no homem que eu sempre quis ser. Sou honrável, respeitoso, um bom cidadão, bom pai, bom irmão, sou mais compassivo e tenho mais empatia do que jamais imaginei ter”, finaliza o apresentador. 


É muito importante que pessoas públicas assumam suas características. Pois, como influenciadores e formadores de opinião, são capazes de mostrar, de forma massiva, que é normal ser diferente e que independente da sua condição, você pode e deve lutar para chegar onde quer. 

Informações: UPSOCL e Porque No Se Me Ocurrio
Imagens: Redes Sociais de Thomas Lee
Edição: NC
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