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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Esta pulga pode infiltrar em sua pele e viver dentro de seu corpo por semanas. Saiba como evitar este parasita.


O bicho-de-pé é um pequeno parasita que entra na pele, principalmente nos pés, onde se desenvolve rapidamente. Dependendo da região, ele também pode ser chamado de bicho-de-areia, bicho-de-porco, bicho-do-cachorro, jatecuba, matacanha, pulga-de-areia ou tunga. 







Trata-se de uma infecção da pele causada por uma pequena pulga, chamada de Tunga penetrans, que é capaz de se infiltrar e viver por várias semanas na pele, causando uma pequena lesão que pode inflamar e causar sintomas como dor, coceira e vermelhidão. 



A infecção por bicho de pé acontece quando há contato direto da pele com o solo contaminado. A fêmea do bicho de pé, uma vez que penetrou na pele do indivíduo, começa a sugar o seu sangue para alimentar os parasitas que está gerando.


Conforme a fêmea suga o sangue do hospedeiro, ela começa a produzir ovos de parasitas, que desenvolvem, nascem e são posteriormente eliminados no solo. Os principais hospedeiros são o homem e animais. 


O bicho-de-pé pode ser encontrado somente em solos quentes, secos e arenosos, por isso, dificilmente será encontrado em áreas urbanas ou locais de clima ameno ou frio.
Os principais sintomas são:
Em um primeiro momento, haverá uma erupção cutânea na área afetada (normalmente nas plantas dos pés), como um caroço vermelho. Ele pode apresentar coceira, como uma urticária, ou apenas a manifestação na pele. Em casos mais avançados – de infecções persistentes, não tratadas ou associadas a infecção de outros micro-organismos – pode haver: Supuração, Ulceração, Necrose do tecido circundante e Deformação e a perda de unhas. 


Dependendo dos casos, não há como recuperar a área afetada e a lesão pode ficar para sempre. Em casos extremos, é possível chegar a precisar remover partes da pele ou mesmo os dedos.
Para tratar esta infecção, é necessário remover este parasita da pele, de preferência num posto de saúde, com uma agulha estéril. Existem também outros produtos e remédios que podem ser usados para facilitar o tratamento, mas que devem ser indicados por um médico, caso haja necessidade.
Entretanto, a única forma de controlar e evitar novas infecções é através da prevenção, evitando andar descalço em solos com areia e lama, e não frequentar ambientes com lixo e pouco saneamento. 


Muitas pessoas confundem erroneamente o bicho-de-pé com o bicho-geográfico, mas eles não têm nenhuma relação. Aliás, eles se quer são parentes próximos. O bicho geográfico é uma doença causada por parasitas intestinais do cão e do gato. 


Quando estamos em contato com uma areia contaminada com as larvas, estas podem penetrar na pele causando a infecção. Por estar em pele humana, a larva não consegue se aprofundar para atingir o intestino (o que ocorreria no cão e no gato), e caminha sob a pele, formando um túnel tortuoso e avermelhado. 



Uma das formas de evitar a contaminação com o bicho geográfico é não andar descalço, em nenhum tipo de terreno, seja no asfalto, na grama ou na areia. No entanto, esta recomendação é mais difícil de seguir na praia e, por isso, é importante evitar as praias onde haja animais domésticos como cachorros, por exemplo.


Em casa, os cães e gatos devem tomar remédios antiparasitários todos os anos, para que não possuam estas larvas em suas fezes e, assim, não contaminem as pessoas. 

Informações: Diário de Biologia, Tua Saúde e Minha Vida
Imagens: Reprodução
Edição: NC
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