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sexta-feira, 18 de maio de 2018

A incrível história de Victoria Arlen. É difícil não se emocionar.


Quando Victoria Arlen ainda era uma menininha, adorava dançar e era extremamente talentosa nos esportes. No entanto, quando tinha apenas 11 anos, Victoria experimentou sintomas semelhantes aos da gripe. Ela chegou a desmaiar várias vezes e contraiu pneumonia. 










Duas semanas depois, Victoria ficou paralisada da cintura para baixo. Seu corpo foi se desligando, pouco a pouco. Uma inflamação severa do cérebro e da medula espinhal destruiu toda a sua vida. Sua família não poderia fazer mais nada, quando Victoria perdeu completamente a capacidade de falar, comer ou se mover por si só. 


Mas, sua incrível história estava longe de terminar. O que aconteceu quatro anos depois chocou tanto a família quanto os médicos.
A jovem passou quase quatro anos em coma, “trancada” dentro de seu próprio corpo. Os médicos explicaram a sua família que ela estava em estado vegetativo. Seus pais foram informados desde cedo que era altamente improvável que Victoria se recuperasse. 


O que ninguém sabia era que Victoria podia ouvir seus entes queridos ao lado de sua cama de hospital. Dois anos depois de entrar em coma, ela “acordou” novamente, mas não conseguia mexer o corpo. Ela podia ouvir conversas ao seu redor e queria reagir, mas seu corpo não obedecia a seus comandos. 


A esta altura, os médicos descobriram a doença incomum que causou a inflamação na medula espinhal e no cérebro de Victoria. Ela ouviu médicos dizerem a sua família que ela estava efetivamente com morte cerebral e permaneceria em estado vegetativo pelo resto da vida.
“Mas meus pais acreditavam em mim. Eles montaram um quarto de hospital em nossa casa em New Hampshire e cuidaram de mim. Meus três irmãos – eu sou uma trigêmea e nós temos um irmão mais velho – falaram comigo e me mantiveram informada sobre o que estava acontecendo fora do meu quarto. Eles me capacitaram para lutar e ficar mais forte. Eles não sabiam que eu podia ouvi-los, mas eu podia”, disse Victoria a ESPN.
Em 2010, Victoria estava completamente fora de seu estado vegetativo.
Começou em dezembro de 2009, quando ela conseguiu fazer contato visual com a mãe. De lá, ela gradualmente começou a voltar à vida. Ela foi capaz de mover um dedo e, com o tempo, progrediu para acenar com a mão. Eventualmente, Victoria era capaz de formar palavras, e as palavras se tornaram sentenças. Aos poucos ela começou a comer sozinha e tornou-se capaz de segurar seu primeiro celular. 


Mas, apesar das melhorias incríveis, uma coisa ela não conseguia fazer: mover as pernas. Victoria foi informada de que o inchaço em seu cérebro e medula espinhal causou danos permanentes. Ela ficaria paralisada permanentemente de sua cintura para baixo. 


Os médicos disseram que nunca andaria, mas, ela se recusou a acreditar neles. Victoria sabia que não estava destinada a passar toda a sua vida em uma cadeira. Apesar de sua força de vontade, era difícil para Victoria fazer algum progresso. Quando ela voltou para o ensino médio em uma cadeira de rodas chegou a ser ofendida por alguns. Ela estava ansiosa para voltar à escola, mas depois de seu primeiro dia, nunca mais quis voltar. 


No entanto, a esperança era tudo o que Victoria tinha, já que a razão dizia que ela não seria capaz de andar novamente.
Eventualmente, o ponto da virada chegou para Victoria.
Victoria amava nadar, com 10 anos de idade, ela já fazia parte de uma equipe de natação e participou de competições. Só que, enquanto se recuperava, a jovem imaginava que nunca mais poderia nadar. 


Mas, os irmãos dela pensavam diferente. Em 2010, eles a jogaram na piscina da família. Ela ficou apavorada no começo, mas este foi o empurrão de que precisava. Ela diz que foi o “salto” em sua vida. Ao nadar, Victoria estava livre da cadeira e, para sua própria surpresa, continuava uma forte nadadora.
No verão de 2012, aos 17 anos, Victoria fez parte da equipe dos EUA que competiu nos Jogos Paralímpicos. Além de levar para casa três medalhas de prata e um ouro nos 100 metros livres, ela também estabeleceu um novo recorde mundial no evento. 


Quando voltou de Londres, todos sabiam quem ela era. Victoria começou a contar sua história para repórteres de televisão e revistas e se tornou uma inspiração para milhões ao redor do mundo.
Porém, ainda Havia uma coisa que a incomodava: aquela cadeira de rodas. 


Em 2013, Victoria mudou-se para San Diego para participar do programa Project Walk, que ajuda as pessoas paralisadas a ficarem de pé novamente.
Especialistas ainda estavam céticos sobre a capacidade de Victoria andar. Mas, mais uma vez ela surpreendeu a todos. Em 11 de novembro de 2015, Victoria deu seus primeiros pequenos passos, com a ajuda de um andador, uma esteira e dois treinadores. 


Com muito esforço, lentamente, começou a recuperar o movimento em suas pernas. Ela começou a andar com a ajuda de muletas. Cinco meses depois, ela se livrou completamente das muletas e não parou desde então. 


“Isso não quer dizer que todo dia é perfeito. Andar ainda é um desafio e ainda tenho muitas dificuldades. Eu uso aparelho nas pernas, sigo um programa de treinamento de duas a três horas por dia e quando minhas pernas ficam mais paralisadas, tenho minha cadeira ou muletas de prontidão. Mas minha luta agora é menos visível”, explica ela.
Hoje, Victoria encontrou sua nova identidade depois de uma turbulenta luta de 10 anos. Ela é uma medalhista de ouro paraolímpica, apresentadora do canal de esportes ESPN e, acima de tudo, uma sobrevivente. 



Que jornada incrível dessa mulher forte, corajosa e inspiradora! 

Informações: Newsner
Imagens: Reprodução
Edição: NC
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