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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Eles a consideraram uma "mulher louca", então ela fez um desenho. Quando o médico o viu, teve que agir imediatamente.


Susannah Cahalan, uma garota de 24 anos, é a protagonista dessa história. Sua vida era perfeitamente normal, estava no auge de sua vida, era saudável, e tinha acabado de conseguir um emprego como jornalista quando notou que algo estava errado. 








A princípio, ela pensou que tivesse percevejos em sua cama, mas o serviço de dedetização não encontrou nada. Depois, Susannah começou a se sentir letárgica e parou de ir ao trabalho. Ela ficou cada vez mais paranoica e começou a ter alucinações. Seus parentes mal a reconheciam. Por fim, ela começou a ter convulsões e foi levada ao hospital. 


No hospital, o estado de Susannah piorou. Ela ficou agressiva, violenta com as enfermeiras e até com os parentes, e tentou escapar. Os médicos suspeitavam que a jovem estivesse tendo um colapso nervoso e quase a mandaram para a ala psiquiátrica. Felizmente, teve um médico que chegou à conclusão certa: o Dr. Souhel Najjar. 


Tentando descobrir o que estava errado com a jovem, o Dr. Najjar decidiu ignorar os exames de sangue e os raios-x. Ao invés disso, ele fez um teste simples: ele pediu a ela que desenhasse um relógio. Enquanto analisava os resultados, ele descobriu que sua suposição estava correta: a "loucura" de Susannah tinha uma causa física. 


No relógio que ela desenhou, todos os números estavam do lado direito, o que indicava dano cerebral. 


Após uma investigação mais profunda, foi feito o diagnóstico de encefalite antireceptor N-metil-D-aspartato (ou anti-NMDA), que é uma doença autoimune, na qual os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico atacam o próprio cérebro. Sem os recursos do Dr. Najjar, Susannah provavelmente teria entrado em coma e morrido. Mas o diagnóstico e a medicação corretos permitiram que ela ficasse completamente curada. 
Susannah ficou no hospital por um mês. Quando ela pensa no que aconteceu, ela se dá conta de como tudo parecia surreal: "como eu, literalmente, não lembro boa parte do mês que eu fiquei no hospital, eu tive que confiar em relatórios médicos, entrevistas com médicos, entrevistas com a minha família, entrevistas com o meu namorado, sabe, eu basicamente tive que recriar aquele período usando a minha habilidade de jornalista.". 
Ela escreve a sua "jornada" pela loucura no livro "Brain on Fire," ("Cérebro em Chamas", em tradução livre), que virou filme em 2016. 


Sem dúvida, sua história parece o roteiro para um filme de terror. Agora ela pede que sua história seja compartilhada para que mais pessoas conheçam seu caso e possam ajudá-las a evitar tal situação. 

Informações: Rolloid e Youtube via Porque No Se Me Ocurrio 
Imagens: Youtube/Simon & Schuster Books 
Edição: NC
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