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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ela chorava de dor enquanto as enfermeiras riam. Agora a filha desta mulher sofre com danos irreparáveis.


"Você não gosta de abrir as pernas? agora aguenta isso", foram as palavras das enfermeiras que atenderam Laura Cáceres. Agora sua bebê está em coma, ligada a um respirador artificial devido a um parto traumático e humilhante. Em todo o mundo, há cada vez mais cesáreas desnecessárias que são praticadas e, junto com as humilhações públicas, acabam se transformando em violência obstétrica. 



Laura Cáceres agendou sua data para dar à luz, porém, as contrações vieram mais cedo do que o esperado e a cada segundo que passava se tornaram insuportáveis. Ela não teve escolha senão ir ao Hospital Morón em Buenos Aires Argentina o mais rápido possível. No entanto, essa não parece ter sido sua melhor decisão, já que as parteiras a ignoraram totalmente justificando que ainda não havia chegado a hora programada. Laura argumentou que sua bebê tinha sido diagnosticada com taquicardia e ela estava com medo por sua vida, mas as enfermeiras não se importavam. 
Elas disseram à gestante que a taquicardia não representava uma condição de risco e que ela teria que esperar a hora certa. Laura só podia sentir uma dor que a rasgava por dentro, que se manifestava com gritos e lágrimas, algo que irritou as enfermeiras que brincavam com seus celulares. Para silenciá-la, elas diziam coisas terríveis como: "Você gostou de abrir as suas pernas, agora aguenta isso.”.
"Eu implorei a elas que me ajudassem, eu já não aguentava mais a dor, elas só disseram que eu deveria esperar e que não podiam estar gastando luvas só para me examinar. Elas nem me viram, estavam brincando com o celular e ao mesmo tempo gritavam para eu ficar quieta, e que estava doendo em seus ouvidos. Embora devessem me examinar a cada 10 minutos, elas não faziam isso. Então correram para o meu marido e disseram que, se ficasse gritando, o médico nunca entraria na sala de parto. Foi um pesadelo, não desejo a ninguém ", comentou Laura.
A mulher passou 14 horas no hospital sem atenção. A dor tornou-se parte dela, até que, finalmente as enfermeiras tiveram pena e a levaram para uma maca. O médico a fez empurrar imediatamente, mas Laura não tinha mais força e sua bebê ficou presa em sua barriga. As enfermeiras e o médico puxaram a bebê com força, fraturando um de seus bracinhos.
Laura diz que a equipe usou todos os tipos de manobras para tirar a bebê e quebraram seu ombro direito, além disso, eles moveram tanto a cabecinha que a sufocaram, então tiveram que reanimá-la e entubá-la. 


A bebê precisava de um respirador artificial para viver. A taquicardia combinada com a atenção tardia à mãe foram fatais para a recém-nascida, causando danos irreversíveis ao seu cérebro.
A menina recebeu o nome de Alma e cinco meses após seu nascimento, ela continua em coma com um respirador artificial devido à asfixia que sofreu ao tentar chegar ao mundo. 


Infelizmente, a violência obstétrica é, infelizmente, uma realidade global, mas não é um conceito amplamente falado. Este tipo de violência inclui: cesarianas forçadas, negação ao acesso de medicamentos, ausência de check-ups médicos, abuso físico, toques desnecessários e rupturas artificiais da membrana. Essas são apenas algumas delas, geralmente encontradas em hospitais públicos e privados, mas principalmente se dão mais nos públicos.
Infelizmente esta violência está sendo "normalizada" e muitos nem sequer estão conscientes disso.
Laura continua esperando que um milagre aconteça para que ela possa finalmente segurar sua bebê em seus braços. 


Se vocês, assim como nós, repudiam a forma como esta mãe e sua recém-nascida foram tratadas, compartilhem essa notícia. Não podemos ficar calados e permitir que isso continue acontecendo! 

Informações: Upsocl Via Porque No Se Me Ocurrio
Imagens: Reprodução
Edição: NC
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