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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A história do homem obscuro cuja cabeça está exposta em uma faculdade de medicina.


A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa tem algo bizarro em exposição, e estamos falando basicamente da cabeça de um homem chamado Diogo Alves, que foi morto em 1841.













Mesmo com a cor amarelada, ela está conservada em um frasco de vidro contendo formol. À primeira vista, Diogo parece ter sido um rapaz bem tranquilo, porém ele foi o primeiro serial killer de Portugal. 


Ele matou durante sua vida cerca de 70 pessoas. Seu plano era sempre roubar, matar e atirar os corpos no Aqueduto das Águas Livres – ponto famoso do país. Em fevereiro 1841, ele foi preso depois de ser pego ao invadir a casa de um médico e matar todos os moradores.


Alves nasceu em Galiza, em 1810, e se mudou para Lisboa ainda jovem, à procura de trabalho. Foi jovem também que ele acabou achando a vida do crime bem mais interessante. Esperto, ele costumava assaltar fazendeiros humildes que iam até o centro de Lisboa vender seus produtos.
Você deve estar se perguntando por que a cabeça de Diogo foi preservada, certo? Isso aconteceu para que estudos de frenologia, hoje conhecida como pseudociência, fossem realizados. Esse campo buscava entender as partes do cérebro com que acreditavam ter relações com os traços da personalidade. Essa ciência acreditava que a cabeça criminosa possuía nódulos cerebrais que poderiam ser apalpados.


Foi buscando entender a cabeça de criminosos, que médicos conservaram a cabeça de Diogo. No entanto, não há provas de que pesquisas frenológicas foram realmente feitas em seu cérebro.

Informações: Diário de Biologia, Mega Curioso
Edição: NC
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