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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sarcástico e piadista, Marcelo Rezende usava bordão até com churrasqueiro da Record.


Marcelo Rezende e sua filha Marcella / Reprodução Instagram
Todos os amigos do jornalista Marcelo Rezende, que morreu aos 65 anos, dizem que ele tinha duas grandes paixões: vinhos e piadas.














O vinho era uma presença constante em sua vida, ao ponto de ter centenas de garrafas devidamente armazenadas, inclusive algumas safras e marcas raras.

Por ironia, foi justamente sua paixão pelo vinho o primeiro indicativo de que havia algum problema com sua saúde.
Uma noite, após tomar um gole da bebida, sentiu-se mal e enjoado. No dia seguinte, novamente, começou a sentir náusea apenas com o cheiro da bebida. Quando insistiu em beber, dias depois, passou mal e acabou no hospital.
Graças à liberdade que ganhou da Record, ele de fato transformou o “Cidade Alerta” num programa quase humorístico. Mas não interpretava um personagem. Diante das câmeras era exatamente como na vida privada: sarcástico, até cínico, um piadista em tempo integral.
Pessoa de espírito simples, embora fosse milionário, fazia questão de almoçar sempre que podia no (ótimo) “bandejão” da emissora, na Barra Funda.
Quando ia, nunca estava sozinho. Uma das diversões dos amigos com quem almoçava, e mesmo dos funcionários do restaurante, era ouvir sua indefectível piadinha.
Sempre que se aproximava da grelha de carnes, escolhia um pedaço e olhava malandramente para o churrasqueiro, antes de soltar: “Corta pra mim!”.
Os amigos dizem que ele deve ter feito essa piadinha milhares de vezes. E todos adoravam.
Ao ponto de que, se ele esquecesse de fazê-la (quando estava em alguma cobertura ficava absorto em seus pensamentos) , o churrasqueiro brincava de se recusar a servi-lo até que ele soltasse o bordão.
Marcelo Rezende morreu sábado, dia 16 de setembro, por volta das 19h, após meses enfrentando um câncer duplo, no pâncreas e fígado. O jornalista desistiu da quimioterapia e demais tratamentos médicos e tentou tratamentos alternativos.

Informações: Ricardo Feltrin via UOL
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