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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Mulher grávida tira a própria vida e a do bebê após sua família não autorizar uma cesariana.


O parto normal costuma ser melhor para a mãe e para o bebê porque além da recuperação ser mais rápida, permitindo que a mãe possa cuidar logo do bebê e sem dor, o risco de infecção da mãe é menor porque há menos sangramento e o bebê também tem menos risco de apresentar problemas respiratórios. No entanto, a cesariana pode ser a melhor opção de parto em alguns casos. 






Uma grávida de 26 anos aparentemente cometeu suicídio depois de implorar por uma cesariana. Ela foi gravada por uma câmera de segurança se contorcendo de dor horas antes de sua morte. A mulher e o bebê morreram depois que ela caiu do quinto andar do hospital em que estava sendo tratada. Ela supostamente pediu uma cesariana após a cabeça do bebê, que era muito grande para um parto natural, lhe causar uma dor intensa.


Segundo o Daily Mirror, ela teria se matado quando sua família, que sob a lei chinesa tinha que dar permissão, recusou sua cirurgia. As imagens mostram seu comportamento na enfermaria da maternidade nas últimas horas antes da morte. Ela é vista caminhando, ajudada por um homem desconhecido, e caindo no chão ajoelhando com dor. Em um ponto, ela se inclina contra uma parede e parece quase pronta para entrar em colapso. A jovem fica ajoelhada no chão, enquanto um grupo de pessoas, que parecem ser sua família, se aglomeram ao redor dela.


A mulher, que estava supostamente com 41 semanas de gravidez, não conseguiu ficar em pé sem ajuda e estava visivelmente chateada e com dor. Os médicos do Hospital No 1 da cidade de Yulin, na província de Shaanxi, no norte da China, examinaram-na e determinaram que ela precisava de uma cesariana, pois não conseguiria dar à luz naturalmente porque a cabeça do bebê era muito grande. Mas sua família insistiu em um parto normal e recusou-lhe o direito de se submeter ao procedimento.


De acordo com a lei chinesa, a família deve dar sua permissão para que uma mulher tenha uma cesárea. Seu feto não nascido também morreu no incidente.
As notas médicas da mulher diziam: "A mulher grávida, pela segunda vez, saiu da ala para dizer a sua família que queria uma cesariana porque ela não podia suportar a dor, mas a família continuou a insistir em um parto natural".


A polícia disse à mídia local que a morte da mulher está sendo tratada como um suicídio.
Sua morte provocou protestos online com outras mulheres que pedem maiores direitos reprodutivos. Um usuário da internet comentou: "Além da mulher grávida, ninguém mais deveria dar sua opinião". Outro observou: "Uma mulher casada não é uma ferramenta para produzir bebês, como as pessoas ainda são tão ignorantes nos dias de hoje".

Informações: Daily Mirror
Edição: NC
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