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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Suas mãos e pés ficam sempre gelados? Você pode ter uma doença que atinge apenas 3% da população mundial


Imagem de reprodução
Existe uma doença descrita pela primeira vez no século XIX, chamada Doença de Raynaud, na qual as pessoas afetadas vivem uma condição em que o fluxo sanguíneo não é suficiente nas extremidades do corpo (mãos, pés, nariz, lóbulos das orelhas) tornando essas partes muito frias e até arroxeadas. Os casos se tornam mais graves em baixas temperaturas ou em situações stress.




Isso acontece quando o corpo é exposto a baixas temperaturas e o suprimento de oxigênio que é reduzido nas extremidades deixa a pele com a coloração pálida e ainda fria e/ou dormente. Assim que o oxigênio é inteiramente consumido pelas células, a pele fica com cianose (coloração azulada ou roxa) e às vezes com sensação de formigamento e inchaço. Quando o corpo é aquecido, o fluxo sanguíneo volta por causa da vasodilatação e a cor se normaliza. Esta reação depende muito da gravidade da doença em cada pessoa. Por exemplo, algumas têm mãos roxas, mas nunca tiveram formigamento. A Doença de Raynaud atinge 3% da população, sendo destes, 80% mulheres. Geralmente quando crianças, adolescentes e adultos jovens apresentam estes sintomas, pode se tratar de Raynaud.
É claro que esses sintomas não são apenas da Doença de Raynaud. Existem vários problemas de saúde que desencadeiam estes mesmos sintomas, principalmente artrite e esclerodermite. O que o médico vai fazer é somar os sintomas com resultados de exames clínicos e de sangue antes de dar o diagnóstico.
Os conselhos são: manter a área aquecida com luvas e meias nos dias frios, ou quando os sintomas estiverem acentuados. Além disso, evitar tocar em objetos gelados e estar exposto a baixas temperaturas. Evitar substância que promovem a vasoconstrição como nicotina, cafeína, descongestionantes nasais etc. Evitar situações de stress é o mais difícil, mas ajuda bastante em casos de Raynaud.
As imagens dos casos relacionados abaixo são de pessoas que vivem em países onde o inverno é bastante rigoroso. Aqui no Brasil, os casos desta doença são muito mais brandos!







Informações Karlla Patrícia, via Diário de Biologia
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