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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Conheça a história chocante da repórter que fingiu ser louca e foi internada no hospital psiquiátrico mais temido do seu país


Nellie Bly foi uma das jornalistas investigativas mais importantes da História. Graças a ela, o jornalismo passou a ser algo mais, um instrumento de mudança na sociedade. Era uma época em que as mulheres não tinham possibilidades de crescer em absolutamente nenhuma área de atuação. Mesmo assim, Bly conquistou o seu espaço e deixou um legado de fazer inveja em muitos homens.




Nascida como Elizabeth Cochran na Pennsylvania rural (EUA) em 1864, Nellie foi criada em circunstâncias difíceis. Em sua adolescência, ela quis encontrar uma maneira de ganhar dinheiro para poder ajudar sua mãe e 14 irmãos depois da morte prematura de seu pai. Apesar de ter iniciado seu treinamento como professora, ela logo foi forçada a abandonar os estudos por falta de dinheiro. 




A primeira faísca do Jornalismo surgiu nela ao ver uma coluna sexista publicada no jornal de Pittsburg, onde morava. Ao enviar uma carta enfurecida endereçada ao colunista e ao jornal, que impressionou muito o editor, pela maneira como foi escrita, ela recebeu como resposta uma proposta para trabalhar lá como repórter. A partir daí, começou a assinar como Nellie Bly.
Durante sua passagem pelo jornal, dedicou-se a matérias sobre a luta das mulheres por igualdade no mercado de trabalho e denúncias de abusos contra mulheres.
Bly deixou o jornal de Pittsburg e embarcou para Nova York em busca de novas oportunidades. Uma enfim apareceu quando ela teve contato com o renomado Joseph Pulitzer e seu jornal, o New York World. Ela teria uma única pauta, mas que seria suficiente para mudar o jornalismo para sempre: ela teria que investigar relatos de brutalidade e negligência no Asilo Feminino de Blackwell’s Island (hoje Roosevelt Island).

Primeiro, ela entrou para uma pensão. Depois de praticar expressões no espelho, passou a gritar à noite e se recusar a dormir. Conduzida ao tribunal, manteve a atuação e foi logo declarada como louca e encaminhada ao asilo. O plano deu certo.
Dentro da instituição, ela pôde constatar que as denúncias eram verdadeiras. A comida era servida estragada, os profissionais de lá frequentemente agrediam os pacientes e os tratavam com desdém e havia acúmulo de lixo pelos corredores. Enquanto tinha que manter a atuação, Bly anotava suas impressões, com cuidado para não ser pega. Entre suas descobertas, também estava a constatação de que nem todos os pacientes de lá tinham problemas psicológicos.


Depois de dez dias de internação, a pedido do jornal de Pulitzer, Bly foi solta do asilo. A reportagem produzida por ela se transformou em livro, “Dez Dias em uma Casa de Loucos”, que foi uma verdadeira sensação em seu lançamento e levou seu nome ao estrelato. A situação ficou bem complicada pelo asilo, que passou por uma investigação do estado e teve que realizar diversas mudanças em seus métodos.

Informações: Não Acredito / Estranho sem nome / Pense TIP
Edição: NC
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