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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A múmia mais conservada já encontrada é uma princesa com 900 anos


Uma múmia descoberta na Sibéria, na Rússia, está surpreendendo os pesquisadores, por manter os órgãos internos intactos, longos cílios e cabelos arrumados em ótimo estado de conservação, apesar dos 900 anos de existência.




Mumificada acidentalmente e provavelmente com 35 anos de idade, seus traços delicados são visíveis, o tingimento verde em seu rosto são de uma chaleira de cobre que ajudou a preservá-la em sua sepultura. 




Ela tem cílios longos, cabeça cheia de cabelo e dentes impressionantes.



A ótima preservação da “Princesa Polar”, como a múmia é denominada pelos pesquisadores, se deu pelas camadas de permafrost ou pergelissolo – o tipo de solo gelado da região do Ártico – que a cobriram seu corpo ao longo destes 900 anos.




Enterrada em um casulo de pele e cobre, trata-se da única mulher descoberta, até agora, em Zeleny Yar. “Isto muda radicalmente nosso conceito sobre este cemitério. Anteriormente, pensávamos que havia apenas homens adultos e crianças, mas agora temos uma mulher. É fantástico”, constata o arqueólogo Alexander Gusev, do Centro russo de Pesquisa do Ártico, em declarações ao The Siberian Times.






Acredita-se que seja membro de uma civilização medieval de caça e pesca que dominou a região e teve conexões com a Pérsia, no século 12. 



“As múmias árticas, semelhantes às encontradas em Zeleny Yar, são muito raras. É por isso, que são únicas“, constata no The Siberian Times o pesquisador Dong-Hoon Shin, da Universidade Nacional de Seoul, na Coreia do Sul.
Ele ainda atesta que é “incrivelmente interessante para a pesquisa” que os órgãos internos da múmia se mantenham intactos.



Informações: Ciberia /Siberian Times / Mirror
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