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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Piloto faz manobra brusca durante o voo e evita bater de frente com o maior avião do mundo após erro


Imagem de reprodução
Um piloto italiano da Air Seychelles conseguiu evitar centenas de mortes ao efetuar de forma rápida uma manobra que impediu o avião que pilotava de colidir com uma outra aeronave que voava na direção oposta.



Segundo a imprensa internacional, tudo aconteceu na passada sexta-feira. Um Airbus A380 da Emirates, que pode levar até 615 passageiros, partira do Dubai com destino às Maurícias e tinha já recebido autorização da torre de controlo para descer até aos 38 mil pés, cerca de 11 mil metros, para fazer a aproximação à ilha e aterrar.
Ao mesmo tempo, um Airbus A330 da Air Seychelles - que pode transportar até 277 pessoas - descolava das ilhas Maurícias, indo na direção oposta ao voo da Emirates, cuja tripulação, por erro, informou que o aparelho se encontrava a 36 mil pés.
Os alertas dispararam logo que, nos radares, foi perceptível que o voo da Emirates estava a voar a maior altitude do que aquela que transmitira e, por isso, se encontrava na rota exata do voo da Air Seychelles. As tripulações dos dois aviões chegaram mesmo a ter contacto visual antes de o piloto italiano do A330 fazer uma curva apertada à direita para evitar a colisão.
As aeronaves acabaram por passar uma pela outra à mesma altitude, mas com uma distância de 14 quilômetros, indica o Aviation Herald.
Um porta-voz da Air Seychelles veio entretanto elogiar a rápida ação do piloto da companhia, o comandante italiano Roberto Vallicelli, e do copiloto Ronny Morel, natural das Seychelles, que operavam o voo HM054 das ilhas Maurícias para as Seychelles. "O treino e os protocolos de operações entraram em ação, o que demonstra a exigência do treino a que são submetidos os pilotos da Air Seychelles. Elogiamo-los pelo que fizeram", informou a companhia em comunicado.
Já a Emirates admitiu ter recebido um relatório sobre um "episódio" que aconteceu no dia 14 de julho, relativo a uma "separação de aviões" que envolveu o voo EK703 da companhia enquanto sobrevoava o espaço aéreo das Maurícias, tendo garantido que irá colaborar numa eventual investigação. "A segurança dos nossos passageiros e da nossa tripulação é da maior importância", frisou a companhia.


Informações: DN Mundo
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