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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Japoneses cada vez mais estão trocando suas mulheres por bonecas de borracha e condição preocupa economia do país


Imagem de reprodução
Masayuki Ozaki, um fisioterapeuta de 45 anos, de Tóquio, Japão, disse ter recuperado a perda da “centelha” se seu casamento ao iniciar um novo romance com sua boneca de borracha – a qual jura ser o amor de sua vida. O manequim ultrarrealista, feito de silicone, é chamado de Mayu, e compartilha o mesmo teto que Ozaki, sua esposa e filha adolescente. Obviamente que a ideia desencadeou algumas discussões na família, mas ele afirma que uma trégua foi alcançada, de acordo com informações do The Sun.



“Depois que minha esposa deu à luz, paramos de fazer amor e senti uma profunda sensação de solidão”, contou Ozaki. “Mas, no momento em que vi Mayu no showroom, foi amor à primeira vista”. “Minha esposa ficou furiosa quando eu trouxe pela primeira vez Mayu para casa”, revelou. “Hoje em dia ela aceita, relutantemente”.
Ozaki acrescentou que quando a filha viu que a boneca não era uma versão gigante da Barbie, se assustou e disse que era horrível. “Mas, agora ela tem idade suficiente para compartilhar as roupas de Mayu”, disse.
Masayuki regularmente passeia com sua boneca em uma cadeira de rodas. Também a veste com perucas, roupas sensuais e joias. Ele admitiu ainda ter se desligado das relações humanas, acrescentando que adora faze passeios à beira mar com a companheira de borracha.
“As mulheres japonesas têm um coração muito frio”, disse. “Elas são egoístas. Os homens querem alguém que os escute sem repreender quando chegam em casa do trabalho”. “Quaisquer problemas que eu tenho, Mayu está sempre esperando por mim. Eu a amo e quero estar com ela para sempre”, afirmou. “Não consigo me imaginar voltando a ter um ser humano. Quero ser enterrado com ela e levá-la para o céu”.
É cada vez maior o número de homens japoneses que estão trocando relações humanas por parceiras de borracha. E especialistas estão preocupados com a queda na taxa de natalidade que o país atualmente enfrenta, uma vez que pode refletir na economia, já que o número de trabalhadores é cada vez menor.
Estes homens, que agora são conhecidos como “herbívoros”, estão virando as costas para o casamento e valores masculinos tradicionais e preferindo vidas mais tranquilas e não competitiva. Todos os anos, cerca de 2.000 bonecas sexuais ultrarrealistas são vendidas. Elas custam mais de 4.600 libras e possuem dedos ajustáveis, cabeça removível e genitais.
Sendo Hideo Tsuchiya, diretor-gerente da fabricante de bonecas Orient Industry, a tecnologia percorreu um longo caminho desde as bonecas infláveis da década de 1970. “Elas agora parecem incrivelmente reais e é como se você estivesse tocando a pele humana”, explicou. “Mais homens estão comprando porque eles sentem que podem realmente se comunicar com as bonecas”.
Segundo ele, as bonecas são mais populares entre clientes deficientes, viúvos, fetichistas e alguns homens que a compram apenas para curar mágoas. “Os seres humanos são muito exigentes”, disse Senji Nakajima, de 62 anos, e mais um membro do clube de herbívoros. “As pessoas sempre querem algo de você – como dinheiro ou compromisso”.
“Meu coração vibra quando chego em casa para Saori. Ela nunca me trai e faz minhas preocupações desaparecerem”, acrescentou. Segundo Nakajima, o romance com a boneca dividiu a família, e logo foi obrigado a escolher entre ambas – optando por não abandonar Saori.

“Meu filho já aceita, mas minha filha não”, disse. “Mas nunca mais vou procurar uma mulher de verdade. Elas não têm coração”.
Outro herbívoro, Yoshitaka Hyodo, um blogueiro de 43 anos, de Saitama, diz que possui mais de dez manequins de tamanho natural. Ele as veste com uniformes militares e as usa para jogar jogos de guerra. “No futuro, penso que cada vez mais pessoas escolherão relacionamentos com bonecas”, disse. “É menos estressante, e elas se queixam muito menos do que as mulheres”.
Ele revelou ainda ter reduzido fazer amor com as bonecas. “Agora é mais sobre me conectar em um nível emocional”. “As pessoas podem pensar que sou estranho, mas não é diferente de colecionar carros esportivos, por exemplo. Não sei quanto gastei, mas garanto que foi mais barato do que um Lamborghini”, disse.


Informações: The Sun, via Jornal Ciência 
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