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terça-feira, 11 de julho de 2017

Homem diz ter contraído doença bizarra após cabeleireiro cortar seu couro cabeludo



Imagem de reprodução
Li Xitian, 58 anos, de Weihui da Província de Henan, vive com essa desordem complexa há cerca de seis décadas. Vizinhos cruéis o apelidaram de “Homem Árvore”, devido às rachaduras que aparecem em seu corpo e fazem sua pele engrossar. Temendo pegar a doença, eles o fizeram viver em isolamento.



Aparentemente, um cabeleireiro na década de 1950 acidentalmente cortou o couro cabeludo de Sr. Li, o que librou pus. Ele alega que, desde então, a estranha doença se espalhou da cabeça para suas costas e pernas.




Relatórios locais sugerem que ele sofra de um caso extremo de psoríase, uma condição genética que pode ser desencadeada por fatores externos. Na maioria dos casos, existem manchas e lesões no corpo, mas, no Sr. Li, as consequências parecem bem mais extremas.



Não há cura definitiva para a psoríase, mas existem tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida dos afetados. Sr. Li disse que já viajou pelo país procurando uma solução, mas os médicos foram capazes apenas de administrar seus sintomas. Especialistas também disseram que aparentemente não existe ligação entre sua doença e o incidente como o cabeleireiro.
Sr. Li, que nunca se casou, vive em uma casa construída para que ele fique isolado em sua vila. Outros moradores dizem que não se importam de vê-lo, mas que temem que a doença se espalhe – mesmo que psoríase não seja contagiosa.
Mesmo tendo gastado o equivalente a cerca de R$ 50.000 em consultas médicas, Sr. Li diz que seus sintomas são persistentes. O governo local está ajudando com suas despesas e espera que o público consiga prover mais recursos para seu tratamento e para melhorar sua qualidade de vida.
Dr.ª Emma Wedgeworth, porta-voz da British Skin Foundation, disse ao MailOnline: “esse caso mostra como uma condição cutânea severa afeta profundamente a vida de uma pessoa. Mesmo que isso seja um caso de psoríase, não é típico, e esse homem realmente precisa de um grupo médico completo para trabalhar em um diagnóstico especializado.”
Ela continua explicando que “apesar de não ser possível curar condições cutâneas tão crônicas, realmente penso que exista uma maneira de melhorar consideravelmente sua condição para aliviar seu sofrimento. Eu realmente espero que ele consiga ser examinado em um centro especializado em dermatologia e os exames e tratamentos de que precisa.”

Psoríase

É uma condição cutânea que causa vermelhidão, caroços e lesões ásperas na pele além de escamas. As lesões normalmente aparecem nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e na lombar, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo.
Pode surgir em qualquer idade, mas, para a maioria dos acometidos, a doença aparece por volta dos 35 anos, afetando homens e mulheres igualmente. A gravidade da condição varia muito entre os pacientes, com alguns tendo poucos sintomas, enquanto outros sofrem com impactos mais significativos em sua qualidade de vida.
A psoríase é uma doença crônica ou de longo prazo e também é caracterizada pela oscilação periódica do nível de seus sintomas. Um paciente pode passar um tempo sem apresentar problemas e, em seguida, ter uma crise severa. Ela ocorre quando o processo de produção de células epiteliais é acelerado. Normalmente, as células são substituídas pelo corpo a cada três ou quatro meses, mas, com a psoríase, esse intervalo cai para três ou sete dias. O resultado são as lesões que caracterizam a doença.
Apesar de não ser completamente compreendida, é pensado que o sistema imunológico desempenhe um papel importante no quadro: ele ataca as células epiteliais saudáveis por engano.
Psoríase parece ser geneticamente condicionada, pois afeta indivíduos da mesma família. Muitos afetados desenvolvem os sintomas após algum evento em particular. Esse gatilho pode incluir ferimentos, infecções de garganta ou o uso de determinados remédios.
Apesar de não haver cura, há tratamentos que podem melhorar significativamente os sintomas e aparência da pele afetada. Na maioria dos casos, os pacientes são recomendados a usar loções e óleos específicos para amenizar o incômodo. Caso eles não sejam efetivos, um médico pode utilizar fototerapia, o que envolve expor a pele a tipos de luz ultravioleta. Em casos mais severos, injeções ou comprimidos são prescritos.

Daily Mail, via Jornal Ciência




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