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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Caso aterrorizante com final trágico expõe a vida de uma mulher acusada de matar ao menos 80 meninas


Imagem de reprodução
Com o passar dos anos, existiram assassinos em massa que eram tão terríveis que continuam a gozar de um nível um tanto quanto questionável de notoriedade nos livros de história. Seja Jack, o Estripador, Albert Fish ou Ted Bundy, basta citar seus nomes para que muitas pessoas fiquem com frio na espinha. Ainda assim, um nome continua sendo surpreendentemente desconhecido, ainda que essa pessoa talvez tenha sido a pior assassina de todas: Elizabeth Báthory. Conhecida como a Condessa de Sangue, Báthory viveu na Hungria de 1560 a 1614.


Sua história é cercada de mistério e ninguém sabe de fato quantas pessoas foram vítimas de seus atos cruéis. Alguns estimam que cerca de 650 meninas foram mortas. 

Tudo começou quando a jovem Elizabeth, então com 15 anos, se casou com o Conde Ferenc Nádasdy por motivos políticos. Infeliz com o casamento arranjado desde o início, ela não ficou muito triste ao saber da morte de Ferenc na batalha contra o Império Otomano, em 1604. Assim, o controle de todo o condado e do Castelo Nádasdy foi entregue a ela. 




Dizem que foi nesse momento que o seu reino de terror começou. Suspeita-se que a condessa prometia trabalho para atrair meninas dos campos agrícolas nos arredores para o castelo. Depois, as jovens desapareciam sem deixar rasto. Quando rumores das supostas atrocidades no castelo finalmente se espalharam, os habitantes invadiram o local. É incerto o que realmente aconteceu lá, mas a reputação de Elizabeth como uma déspota perversa foi selado para sempre. 


Há registros de que testemunhas logo encontraram o corpo das meninas, o que é contestado por outros. Quando levada a "julgamento", Elizabeth não teve a chance se defender: apenas seus funcionários foram interrogados. Enquanto eram torturados, eles admitiram que mutilaram e mataram 80 meninas. Outras confissões revelaram como as meninas eram desnudas e presas. Sem conseguirem se libertar, as vítimas foram alegadamente chicoteadas, feridas e mutiladas com facas. Enquanto algumas tinham agulhas enfiadas entre os dedos do pé e nas gengivas, outras eram escaldadas com água fervendo, marcadas com ferro quente ou forçadas a ficarem peladas na neve e com água gelada sendo jogada sobre elas. Alega-se que entre 36 e 80 meninas foram torturadas, todas morrendo no fim devido às feridas. 
Como as confissões foram feitas recorrendo a tortura, ainda é incerto se as acusações são verdadeiras. No entanto, é quase garantido que Elizabeth torturou e matou jovens - só não se sabe em que grau se estendem esses horrores. Após o julgamento, mais rumores se espalharam pela população. Tentando atingir a juventude eterna, a condessa supostamente se banharia no sangue de suas vítimas e bebia o sangue das virgens. 
Também havia rumores de um diário contendo nomes de mais de 650 vítimas, ainda que tal documento nunca tenha sido encontrado. Apesar de todas as inconsistências, Elizabeth foi considerada culpada. Enquanto seus conspiradores foram queimados em estacas, Elizabeth foi trancada em uma cela sem janelas, contendo apenas uma pequena abertura para comida. Ela morreu ali, quatro anos depois. 
Uma história incrível, a vida da Condessa de Sangue inspirou vários livros e filmes. Além da interpretação dela como uma assassina em massa, há também uma teoria de que a condessa teria sido vítima de conspiração, já que suas posses eram de grande importância política. Muitos outros nobres e mulheres teriam cometido atos similares, e Elizabeth foi levada a julgamento por razões puramente estratégicas. Com os procedimentos criminais tendo sido levados de maneira extremamente questionável, é triste já não ser mais possível descobrir o que realmente aconteceu. Não é de se admirar que a lenda da Condessa de Sangue esteja mergulhada em tanta lenda. 



Fonte: Fonte: Ancient Origins, Wikipedia, via Não Acredito
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