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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ela foi ridicularizada e por anos foi chamada de “a mais feia do mundo”; veja como ela está agora


Imagem de reprodução
Sophie Walker, 22 anos, de Norfolk, Inglaterra, sofre de uma condição chamada neurofibromatose. De origem genética, a condição incurável faz com que tumores cresçam ao longo dos nervos do corpo. Durante a maior parte de sua vida, ela foi ridicularizada por pessoas que a chamavam de “menina tumor” e a classificavam como a “mais feia do mundo”. Embora à época temesse nunca poder ter um relacionamento, a estudante hoje namora Christian Dibden e afirmou nunca ter se sentido mais bonita. Com informações do Daily Mail.




Walker, que frequenta a Universidade Haper Adams, em Shropshire, revelou que, embora tivesse conseguido alguns encontros, os homens tinham vergonha de serem vistos com ela. “Depois de anos de comentários cruéis e experiências ruins de namoro, pensei que nunca encontraria um cara legal”, disse ela. “Mas, agora encontrei alguém que me faz sentir linda e me ama do jeito que sou”.


O casal, que está junto há cinco meses, se conheceu logo no início da faculdade, mas perdeu contato com o decorrer do tempo. Eventualmente, eles acabaram se reencontrando e em setembro do ano passado e marcaram um jantar para colocar a conversa em dia.
“Nós pretendíamos nos encontrar como amigos, para colocar a conversa em dia, mas havia muito flerte e percebi que sentia algo mais”, contou Walker. “Então, no encontro seguinte, compartilhamos nosso primeiro beijo. Na época eu realmente gostava dele, mas era muito cautelosa sobre meus sentimentos, já que havia passado por muita coisa antes”.


Sophie e Christian logo começaram a namorar e agora compartilham grande parte do tempo. “Ele se orgulha de estar comigo e fico feliz de ter encontrado o amo em alguém especial – além do mais, meus pais o adoram!”, disse ela animada sobre o relacionamento.
A jovem herdou a neurofibromatose de sua mãe, Helen, de 52 anos, que possui a condição em seu tipo 1, que afeta uma em cada 3.000 pessoas e possui risco de herança hereditária de 50%. Seu irmão, Oli, de 25 anos, também herdou a condição, embora de forma mais suave.
“Minha mãe tem pequenas protuberâncias em todo corpo, enquanto Oli tem algumas manchas na pele”, contou. “Já eu tenho uma forma muito rara. Meu tumor facial é benigno, e cresceu de forma constante desde o nascimento”.



“As pessoas sempre perguntaram por que eu não simplesmente não o removia, mas como ele está ligado às terminações nervosas, removê-lo completamente paralisaria o meu rosto”, explicou.
Walker foi submetida a uma cirurgia em novembro de 2009, aos 14 anos. Ela passou por um procedimento de duas horas que cortou o excesso de tecido do rosto. No entanto, nos quatro anos seguintes à operação, o tumor continuou a crescer. Então, com 18 anos já havia sido submetida a mais duas cirurgias. “No momento em que comecei a faculdade, minha confiança estava em frangalhos”, disse. “Meu tumor era tão pesado que puxava meus olhos para baixo, provocando feridas dolorosas”.
“Eu até me obrigava sair para socializar, mas me escondia por trás de um par de óculos escuros, muito envergonhada de que alguém pudesse ver meu rosto”, acrescentou.
“Alguns homens foram eram horríveis comigo. Grandes grupos deles vinham e tiravam fotos comigo – que eu sei que seriam postadas no Facebook para que as pessoas pudessem se divertir”, revelou. “Uma vez, um grupo de rapazes fez uma aposta de 50 euros para ver quem me beijava”.
Para o futuro, Sophia ainda terá que passar por mais três operações de correção. Mas, por enquanto, ela diz estar focada em seu novo relacionamento. “Estou ansiosa para ficar com Chris, ansiosa para conseguir meu diploma e voltar para Norfolk”, disse. “Com o apoio de meus entes queridos, finalmente encontrei a confiança para ser eu mesma. E é isso que realmente me deixa bonita”.



Informações: Daily Mail, via Jornal Ciência
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