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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Conheça a história terrível das gêmeas psicopatas que tentaram matar uma a outra.


Imagem de reprodução
June e Jennifer Gibbons eram gêmeas, nascidas no País de Gales. O relacionamento das duas era estranho desde o começo. 
Elas cresceram em um vilarejo onde eram as únicas negras. Rejeitadas e ridicularizadas, elas nunca fizeram amizade com outras crianças e acabaram se tornando inseparáveis. 
Na época, elas desenvolveram seu próprio idioma, que ninguém entendia e que elas falavam apenas entre si. A família estava tão preocupada que decidiu separá-las e enviá-las para internatos diferentes. Mas isso não mudou nada: uma vez reunidas, elas eram mais inseparáveis do que nunca.


Quando se juntaram novamente, elas começaram a escrever histórias de crimes incrivelmente violentos, e eventualmente começaram a praticar crimes na vida real, incluindo incêndios e roubos. Suas vidas não tinham objetivo e elas estavam entediadas. June escreveu em seu diário: "Sem amigos. Nada para fazer. Nada para ocupar as horas vagas." 




As gêmeas foram diagnosticadas como psicopatas e enviadas para o Hospital Psiquiátrico Broadmoor, uma instituição notória no Reino Unido, que abrigava alguns dos criminais mais perigosos do país. Elas ficaram em quartos separados, mas as enfermeiras frequentemente as viam sentadas na mesma estranha posição. Alguns dias, June comia excessivamente e Jennifer passava fome, tudo sem se comunicarem. 



A relação delas era estranha e forte. Antes de serem mandadas para a prisão, uma até tentou matar a outra: June tentou estrangular a irmã com um fio de telefone, e Jennifer tentou afogar June em um rio. No final, elas se perdoaram. Na prisão, as duas tentaram cometer suicídio, mas então começaram a acreditar que uma delas teria que morrer para que a outra pudesse viver de verdade. 



Elas receberam a visita de Marjorie Wallace, uma jornalista que estava escrevendo um livro sobre as gêmeas, e Jennifer lhe disse: "Marjorie, Marjorie, eu terei que morrer". E quando questionada sobre o porquê, Jennifer respondeu: "Porque nós decidimos assim."


Em um dado momento, as irmãs estavam para ser transferidas de Broadmoor para um outro local, mais perto da família em Gales. Mas quando chegaram à clínica, Jennifer estava inconsciente e teve que ser rapidamente levada ao hospital, onde acabou morrendo de uma condição cardíaca aguda. Sua autópsia mostrou que ela morreu de causas naturais e não havia evidências de envenenamento ou qualquer crime. 


Mais tarde, June disse que sua irmã não passou bem no dia anterior e nem a caminho da nova clínica. Ela disse: "Sua fala era arrastada (...) Ela estava cansada e disse que estava morrendo. Então, ela dormiu com a cabeça no meu colo, mas com os olhos abertos."
Depois da morte da irmã, June não mostrou qualquer sinal claro de tristeza. Ela escreveu: "Eu estou livre, libertada. Finalmente, Jennifer deu sua vida por mim."
Ela também escreveu um poema para a lápide de Jennifer: "Uma vez, éramos duas/Nós duas éramos uma/Nós não somos mais duas/Pela vida sejamos uma/Descanse em paz."
Qualquer que seja a causa da morte de Jennifer, a relação entre as duas é assustadora e emocionante ao mesmo tempo. Apesar dos comportamentos delinquentes, é difícil não ter simpatia pelas duas meninas que cresceram isoladas e encontraram conforto uma na outra - na vida e na morte. 

Fonte: ModernNotion, TheRichest, TheDailyMail, via Não Acredito
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