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terça-feira, 13 de junho de 2017

Alagamento se transforma em "rio de sangue" e faz sacrifícios de comemoração muçulmana virar polêmica


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O Eid al-Adha, também conhecido como Grande Festa ou Festa do Sacrifício, acontece durante o Hajj (peregrinação à Meca) e é considerada umas das festas mais tradicionais mulçumana.

Ela é comemorada a partir do 10º dia referente ao mês Dhu al-Hijjah, que finda o Calendário Islâmico (Dhul Hijjah). A festa tem duração de quatro dias e é feita em homenagem ao sacrifício de Ismael, filho do profeta Ibrahim – ou Abraão, para os cristãos e judeus.


Na festa, trocam-se presentes e há sacrifício de animais. Depois, a carne é dividida entre os familiares e os pobres. É permitida a morte de cabras, vacas, ovelhas e camelos. A regra é que o animal sacrificado seja macho, saudável e esteja na idade adulta.
Neste ano, em Daca, capital de Bangladesh, houve alagamento devido às fortes chuvas. A água se misturou ao sangue dos animais, criando um “rio” vermelho assustador. As imagens registradas tocaram o mundo todo.
Além do sacrifício dos animais, o ritual também inclui oração e distribuição de alimentos aos pobres. Segundo um relatório de 2010, do Paquistão, o número de animais mortos no mesmo ano da pesquisa foi de 7,5 milhões – só no Paquistão. O sacrifício é realizado como forma de alimentar os carentes e promover uma harmonia social.



Nos países árabes, a Grande Festa pode durar até quatro dias. No Brasil, ela dura apenas um dia. Nas nações árabes, homens e mulheres vestem suas melhores roupas para a comemoração. Após isso, realizam a oração em grupo. Os mulçumanos que não podem realizar o abate de animal, como é o caso dos que moram no Brasil, substituem o sacrifício pela doação de carne para seus familiares, vizinhos, amigos e pobres. Nessa data também se visitam parentes e amigos distantes.


Informações: Dhaka Tribun,  Infoescola, via Jornal Ciência
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