Páginas

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Esta avó deu à luz às próprias netas e entregou ao filho. Mas quando o pai foi registrá-los, o cartório recusou fazer aquilo.


O bombeiro Victor Oliveira e seu marido, o contador Roberto Pereira, ambos do Rio de Janeiro, após três anos e meio de casados conseguiram realizar o sonho de serem pais.

Mas, isso só aconteceu com a ajuda de Valéria Oliveira, 52, mãe de Victor, atuou como barriga de aluguel no processo. Em fevereiro deste ano, Valéria deu à luz Alice e Valentina. Ela afirmou que tomou a decisão de ajudar a realizar o sonho de seu único filho porque, da mesma forma que ele queria ser pai, ela tinha o desejo de se tornar avó.

Roberto, a princípio, não aceitou a ideia, uma vez que temia que a gravidez pudesse colocar em risco a vida da sogra. “A possibilidade de realizar nosso sonho, ter as crianças, e não tê-la [Valéria] não fazia sentido”, disse Roberto. Contudo, após realizar uma série de exames clínicos, e embora ela já estivesse na menopausa, os médicos consideraram que o organismo da senhora estava apto a conceber e levar adiante uma gestação.
Então, após selecionar o óvulo de uma doadora anônima, este foi fertilizado com os espermatozoides do casal. Quinze dias depois de o embrião ter sido implantado, Valéria descobriu que já estava grávida. Segundo ela, a gravidez foi tranquila, embora tenha precisado tomar alguns medicamentos no início da gestação a fim de estimular o útero para o processo. Ela disse que decidiu revelar a gravidez à família quando já estava no quinto mês, a fim de evitar perguntas desnecessárias ou qualquer confusão. A avó esclareceu ainda que em nenhum momento se sentiu mãe das crianças. “Só avó, mesmo”, disse.



As meninas nasceram de cesárea na 37ª semana de gravidez. Enquanto Alice nasceu com 2,450 quilos, Valentina, com seus 1,850, precisou ficar 15 dias em UTI para ganhar peso. Ainda, por não consumirem leite materno, foram obrigadas a consumir uma forma de suplemento hipercalórico para sobreviverem.



A família considera que a única dificuldade enfrentada foi na hora de registrar as crianças. Segundo eles, a oficial do cartório queria registrar as meninas como filhas de Valéria e nenhum nome de pai, para que Victor e Roberto depois pudessem adotá-las. Contudo, o casal já estava resguardado dentro da lei em relação ao processo de “doação temporária de útero”. Então, quando procuraram a Defensoria Pública, receberam um ofício que obrigou o cartório a fazer o registro no nome de ambos.
Enquanto Roberto pediu demissão para cuidar das filhas, Victor entrou em licença paternidade para garantir seis meses de afastamento do trabalho. A avó também está morando temporariamente com o casal para ajudar a cuidar das crianças. A fim de auxiliar casais em situação semelhante, que querem realizar a técnica de fertilização in vitro, Victor e Roberto criaram um perfil no Instagram para esclarecer dúvidas sobre o procedimento.

Informações: Em, via Jornal Ciência
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário