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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Algo bizarro foi descoberto nesta caverna que ficou selada por 5 milhões de anos. Quando descobrir, ficará impressionado.


Imagem de reprodução
Para explorar essa caverna, é preciso descer 21 metros por um túnel muito estreito, que leva a uma caverna central que contém um lago. Como não tem luz lá dentro, é preciso utilizar uma lanterna e, caso ela não funcione, isso pode significar a morte.





Mas, porque uma pessoa se arriscaria a entrar em uma caverna como essa? Acontece que na Caverna de Movile existe uma das variedades de animais selvagens mais originais do mundo.Essas espécies passaram os últimos 5,5 milhões de anos adaptando-se às condições precárias e extremas da caverna. Como nessa caverna não entra nenhum raio de luz, muitas espécies existentes por lá são desprovidas de pigmentos, ou seja, totalmente brancas.



Por esse mesmo motivo, muitas espécies também nasceram sem olhos.Para se locomoverem na escuridão, muitas também desenvolveram antenas longas. Os pesquisadores encontraram insetos de aparência esquisita, que foram batizados de waterscorpions – algo como “escorpião de água” em português, da família Nepidae. Algumas espécies são únicas da caverna e precisam ser devidamente classificadas.



No total há 48 espécies entre insetos, aranhas, escorpiões e sanguessugas na caverna.Segundo os pesquisadores, quanto pior for a qualidade do ar na caverna, mais possível é de encontrar essas criaturas bizarras. Todas as espécies, sem exceção, desempenham um papel importante no ecossistema da caverna.



Mesmo sendo óbvio que predadores se alimentem de animais que se encontram abaixo na cadeia alimentar, os pesquisadores estavam com dificuldades para saber como a vida nas cavernas se sustentava e, após realizaram uma série de testes, foi revelado que toda a vida existente na Caverna deMovile era mantida por um tapete espumoso.



Esse tapete se parece com um lenço de papel molhado e é lotado com milhares de bactérias autótrofas que conseguem energia através da quimiossíntese ao invés da fotossíntese. Estima-se que essa caverna seja a única do Planeta com um ecossistema dessa forma.




Informações: Yaplakal, via Jornal Ciência
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