Páginas

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Esta jornalista “louca” fez um desenho para o médico. Quando viu, ele soube que tinha que agir imediatamente!


Imagem de reprodução
A história de Susannah Cahalan pode soar como o início de um filme de terror, mas realmente aconteceu. A jovem de 24 anos estava no auge de sua vida, era saudável, e tinha acabado de conseguir um emprego como jornalista quando notou que algo estava errado.




A princípio, ela pensou que tivesse percevejos em sua cama, mas o serviço de dedetização não encontrou nada. Depois, Susannah começou a se sentir letárgica e parou de ir ao trabalho. Ela ficou cada vez mais paranóica e começou a ter alucinações. Seus parentes mal a reconheciam. Por fim, ela começou a ter convulsões e foi levada ao hospital.
No hospital, o estado de Susannah piorou. Ela ficou agressiva, violenta com as enfermeiras e até com os parentes, e tentou escapar. Os médicos suspeitavam que a jovem estivesse tendo um colapso nervoso e quase a mandaram para a ala psiquiátrica. Felizmente, teve um médico que chegou à conclusão certa: o Dr. Souhel Najjar.



Tentando descobrir o que estava errado com a jovem, o Dr. Najjar decidiu ignorar os exames de sangue e os raios-x. Ao invés disso, ele fez um teste simples: ele pediu a ela que desenhasse um relógio. Enquanto analisava os resultados, ele descobriu que sua suposição estava correta: a "loucura" de Susannah tinha uma causa física.
No relógio que ela desenhou, todos os números estavam do lado direito, o que indicava dano cerebral. Após uma investigação mais profunda, foi feito o diagnóstico de Encefalite antireceptor N-metil-D-aspartato (ou anti-NMDA), que é uma doença autoimune, na qual os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico atacam o próprio cérebro. Sem os recursos do Dr. Najjar, Susannah provavelmente teria entrado em coma e morrido. Mas o diagnóstico e a medicação corretos permitiram que ela ficasse completamente curada.


Susannah ficou no hospital por um mês. Quando ela pensa no que aconteceu, ela se dá conta de como tudo parecia surreal: "Como eu, literalmente, não lembro boa parte do mês que eu fiquei no hospital, eu tive que confiar em relatórios médicos, entrevistas com médicos, entrevistas com a minha família, entrevistas com o meu namorado, sabe, eu basicamente tive que recriar aquele período usando a minha habilidade de jornalista."
Ela escreve a sua "jornada" pela loucura no livro "Brain on Fire," ("Cérebro em Chamas", em tradução livre), que virou filme em 2016.



A história de Susannah é do que filmes de terror são feitos. É incrível o quão tênue pode ser a linha entre a normalidade e a insanidade. Qualquer que seja o caso, essa jornalista passou perigosamente perto!

Não Acredito
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário