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sexta-feira, 10 de março de 2017

Quando o resgate chegou ao zoológico, eles sentiram um fedor terrível. O que eles encontraram ali, era assustador.


Imagem de reprodução
Na parte leste da cidade de Mosul, no Iraque, costumava ficar o esplêndido Zoológico Montazah-Al-Morour. Com suas caminhadas naturais e parque infantil animado, esse era um destino muito querido pelos amantes dos animais e pelas famílias. 









Mas quando membros da organização terrorista Daesh (ou Estado Islâmico) atacaram a cidade em 2014, o distrito onde estava o zoológico ficou abalado por combates violentos. Quanto piores ficavam as batalhas, mais difícil ficava para os funcionários do zoológico chegarem ao trabalho, terem acesso às instalações e cuidarem dos animais. 



A batalha por Mosul durou quase quatro meses. Um funcionário do zoológico continuava invadindo o local para levar aos animais qualquer comida que os vizinhos locais pudessem ceder. Mas com a redução das reservas, não havia mais o suficiente e a situação deteriorou-se rapidamente. 



"Quando a batalha se intensificou, foi impossível para o guarda e os cuidadores dos animais chegarem a eles", o dono do zoológico explicou. 
Os animais começaram a sucumbir de fome e sede. Dois dos quatro leões morreram, e os dois que sobraram tiveram que comer as carcaças. Um voluntário da Organização Curda de Proteção dos Direitos dos Animais (KOARP, na sigla em inglês) lamentou as circunstâncias: "É vergonhoso ver os animais sofrendo, eles precisam de ajuda. Eles não têm relação com a guerra." 


Às vezes, as balas até alcançavam as jaulas dos animais, obrigando-os a correr para se abrigar e aprofundando o seu confinamento enquanto a guerra continuava impiedosamente nas ruas. Quando a batalha finalmente cessou, um grupo de resistência conseguiu chegar aos animais desesperados. O que eles encontraram quebrou até mesmo o mais duro dos corações: quase nenhum dos animais tinha sobrevivido. 



Um leão teve que ver sua companheira leoa definhar e morrer de fome. A equipe de resgate não pôde fazer nada a não ser enterrá-la. 
Um urso estava encolhido perto das barras de sua jaula, pressionando seu focinho para fora com suas últimas forças, esperando por comida. 
Eles tiraram fotos das condições terríveis, e um blogueiro anônimo da resistência, chamado Mosul Eye, postou-as com um pedido desesperado de ajuda. 



As fotos horríveis tiveram o impacto desejado: o pedido de ajuda espalhou-se por todos os lados, trazendo os recursos tão necessários para o zoológico devastado. O Dr. Sulaim Tameer Saeed, fundador do já mencionado KOARP, organizou entregas de frango, vegetais e frutas para os animais em Mosul. 
No final de fevereiro, extensos suprimentos de emergência foram entregues, mas os membros da organização Four Paws International ficaram desanimados ao descobrirem que chegaram tarde demais para a maioria dos habitantes do zoológico. 
Apenas dois animais tinham sobrevivido: o leão Simba e a ursa Lula. Mas mesmo eles estavam à beira da morte. 



Os seus dentes tinham apodrecido e eles mal tinham forças para se moverem. A ursa Lula tinha tido uma infecção pulmonar bem ruim. Os veterinários conseguiram estabilizar sua situação com mediação e comida de forma que ela sobrevivesse. 



A equipe de resgate ficou com os dois e tem comida suficiente para tomar conta deles pelas próximas quatro semanas. As preparações para o futuro deles estão a todo vapor. Que esforço impressionante: mesmo no meio das maiores emergências, as pessoas arriscaram suas vidas para salvar os animais restantes do zoológico e não vão parar até garantir pelo menos a sobrevivência dessas duas criaturas. 
Simba e Lula não conseguiriam sobreviver a essa guerra terrível sem os esforços de algumas pessoas incrivelmente atenciosas. Ainda bem que eles conseguiram. 

Informações: Daily Mail, via Não Acredito


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