Páginas

quarta-feira, 15 de março de 2017

Feto é capaz de “ouvir” e “cantar” músicas revela estudo; veja o vídeo


Bebês em gestação são capazes de ouvir interferências externas com apenas 4 meses de gestação, revelou um novo estudo.


Pela primeira vez, os cientistas no Instituto Marques de Barcelona, na Espanha, mostraram que um feto é capaz de detectar sons, e, além disso, eles respondem movendo suas bocas e línguas. Acredita-se que a orelha de um feto esteja totalmente desenvolvida no quarto mês da gravidez.
A Dr.ª Marisa Lopez-Teijon, que liderou o estudo, disse que os resultados mostram um feto respondendo à música transmitida por via intravaginal, movendo sua boca e língua “como se estivesse tentando falar ou cantar”.
O estudo também tem implicações mais amplas. Os pesquisadores observam que seu método poderia ser usado para descartar surdez fetal, permitindo que os pais assegurem o bem-estar do bebê. A música estimula a parte do cérebro envolvida na comunicação, e, ao ouvir o som, o feto respondeu com movimentos semelhantes aos da vocalização, que acontece antes de se aprender a falar.
Usando o dispositivo conhecido como Babypod, desenvolvido para o estudo, as mães poderiam começar a estimular a capacidade de comunicação do seu bebê antes dele nascer. Em essência, essa ideia sugere que bebês podem começar a aprender até mesmo antes de nascer. O experimento foi realizado em mulheres grávidas entre a 14ª e a 39ª semana de gravidez. Ao longo do estudo, a equipe utilizou um ultrassom para observar a reação do feto, depois de ouvir a música. A música foi emitida tanto de forma abdominal quanto intravaginal, através de um alto-falante especial inserido na vagina. Os fetos ouviram “Concerto em Lá Menor”, de Johann Sebastian Bach.
A ultrassonografia realizada antes de iniciar a música mostrou que cerca de 45% dos fetos fizeram movimentos com a cabeça e membros, de forma espontânea, enquanto 30% movimentou a boca ou língua, e 10% manteve a língua para fora.
Quando expostos ao som emitido através do dispositivo intravaginal, 87% dos fetos reagiram com movimentos da cabeça e dos membros, pararam quando a música foi interrompida. Além disso, 50% dos fetos reagiram com um movimento impressionante, abrindo bastante sua mandíbula e tirando a língua para fora o máximo possível. Em comparação, quando um conjunto de fones de ouvido foram colocados em uma mulher grávida e a música foi tocada através do abdômen, os pesquisadores observaram mudanças na expressão facial fetal.
“Estamos cientes da importância de falar com os bebês a partir do momento em que nascem para promover a estimulação neurológica. Agora, temos a oportunidade incrível de fazer isso muito mais cedo, o que é um grande avanço”, disseram os pesquisadores em um comunicado. O estudo foi publicado na revista Ultrasound.

Informações: Daily Mail, via Jornal Ciência
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário