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terça-feira, 14 de março de 2017

“Evangelho” descoberto na Turquia diz que Jesus não foi crucificado e que o Islã é a religião “verdadeira”


Imagem de reprodução
Um texto religioso, escrito em pele de animal e que estaria associado a uma versão autêntica do Evangelho de Barnabé, um dos discípulos de Jesus, foi recuperado de contrabandistas.









O livro traria informações de que Jesus nunca teria sido crucificado e que Ele ainda previu a vinda do Profeta Maomé, segundo a imprensa iraniana. De acordo com informações publicadas pelo Mail Online, o objeto foi encontrado em 2000 por autoridades turcas, durante uma ação anticontrabando e o Vaticano teria feito um pedido oficial para verificar o texto.


Escrito em siríaco, um dialeto do aramaico, o livro predizia a vinda do último messias islâmico, Maomé. As autoridades turcas disseram se tratar de uma versão autêntica escrita pelo próprio Barnabé.
Já a imprensa iraniana afirmou que seu conteúdo poderia desencadear um colapso no Cristianismo, porque essa seria a prova de que o Islã é a religião “verdadeira”. Outros, como o jornalista do site Catholic Culture, Phil Lawler, tem indeferido essa afirmação, afirmando que tudo não passa de uma propaganda anticristã “risível”.


“Se o documento foi datado para os séculos V ou VI, poderia muito bem ter sido escrito por alguém que estava viajando com São Paulo, cerca de 400 anos antes. Provavelmente, deve ter sido escrito por alguém que reivindica representar Barnabas. A pergunta é, devemos aceitar essa reivindicação?”, disse ele. “Tenha em mente que a datação do documento é fundamental. Por volta do século sétimo, não demorou muito para a clarividência ‘prever’ o aparecimento de Maomé”, completou.
Segundo o jornal Basij Press, do Irã, o texto foi escrito por volta dos séculos V e VI. No capítulo 41 do Evangelho, encontra-se essa passagem: “Deus se disfarçou como Arcanjo Miguel para eles (Adão e Eva) e os expulsou do céu. Quando Adão se virou, notou que a parte superior da porta de entrada para o céu, estava escrito “La elah ela Allah, Mohamad Rasool Allah“, “que significa “Allah é o único Deus e Maomé o seu profeta”.

As autoridades turcas que apreenderam o manuscrito em 2000, disseram ter feito em uma operação contra uma quadrilha acusada ​​de contrabando de antiguidades, escavações ilegais e posse de explosivos. Contudo, o entusiasmo com a descoberta só atingiu o seu pico em fevereiro deste de 2012, quando foi noticiado que o Vaticano tinha feito um pedido oficial para ver o livro.
Ainda não existe nos dias atuais um consenso sobre a autenticidade do achado e a Igreja não se manifestou mais sobre o caso. O livro encontra-se no Palácio da Justiça de Ancara, na Turquia.

Informações: Daily Mail, via Jornal Ciência




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