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segunda-feira, 20 de março de 2017

Estes doentes mentais vivem na extrema pobreza. A situação precária destes hospitais, me deixou chocado.


Na Indonésia, doenças mentais ainda são um tabu e isso prejudica ainda mais a condição daqueles que sofrem com distúrbios do tipo. Os pacientes internados em centros médicos vivem em condição extremamente precária.

Não existem os materiais necessários para tratamentos, e as condições de higiene são péssimas. Durante os anos de 2011 e 2012, a fotógrafa Andrea Star Reese viajou pela Indonésia e registrou as condições dos centros de saúde, fazendo um documentário chamado “Disorder” que expõe o drama das pessoas que dependem desse tipo de cuidado médico.


“Partir é o que acho difícil e perturbador. Estou continuando este documentário porque as condições são críticas, o progresso é lento, e o governo da Indonésia se importa com a imprensa internacional. As ONGs nacionais e internacionais estão usando minhas fotografias para promover uma mudança. Não posso sair desta história agora”, comentou Andrea Star Reese.



Saimun tem 40 anos, sendo que 5 deles viveu com uma perna de pau. Ele vive com seu irmão que também é doente mental. Não sabe falar e sua mãe os ajuda a terem um pouco de tranquilidade.
Evi desde os 15 anos sofre de alucinação. Ela vive acorrentada e dorme em uma cama de madeira.



Localizada em Jakarta, a fundação Galuh é autorizada pelo governo. Eles oferecem apenas dois meses de comida e não existe cama adequada para os pacientes. No local existe uma espécie de jaula onde pacientes dormem.



Alguns vivem em uma cela pequena e apertada pois se ficassem ao ar livre fugiriam. Eles passam o dia inteiro cantando. Poucos hospitais psiquiátricos do país cumprem as normas de tratamento adequado. Alguns pacientes mais parecem estar em uma cadeia. Muitos pacientes vivem isolados, sem qualquer contato externo.



Nas instalações as condições são extremamente precárias. Falta comida, itens de higiene, camas e até a estrutura de alguns hospitais psiquiátricos está em situação vexatória.



Para os doentes mentais mais problemáticos, existem mecanismos para impedir que eles fujam. Seapudin usa um equipamento em sua perna há 9 anos que fez seus músculos ficarem atrofiados, além de perder o movimento do membro.


Pela falta de alimento, muitos estão magros e doentes. Um artigo básico como uma cama, pode ser um item de luxo nesses hospitais. Além de não ter comida ou cama, muitos pacientes não têm roupas. Eles também não se relacionam com nenhuma pessoa além dos outros pacientes



Religiosos tentam levar a cura para alguns com chás de ervas e rezas. Os pacientes chegam a entrar em transes hipnóticos com esse método. O melhor centro psiquiátrico da Indonésia é o de Wediodining Lawang. Alguns familiares pagam tratamentos religiosos. Muitos vivem como presos: passam grande parte de suas vidas trancados em celas e dormem em camas sem colchão.





Informações e fotos: Bored Panda, via Jornal Ciência
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