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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Seu pai o espancou quase até a morte. Mas 70 anos depois, a vizinhança organizou algo extraordinário.


Imagem de reprodução
De vez em quando, nós ouvimos falar sobre alguém que perseguiu sua paixão além de todos os limites razoáveis, talvez em isolamento, talvez a ponto de sentir muitas dores e ficar exausto, e, às vezes, finalmente, com sucesso extraordinário. Nesses casos, o sucesso delas é particularmente inspirador, já que veio com um grande custo, e Norman Malone, de Chicago (EUA), é um exemplo perfeito disso.



Norman, agora com 78 anos, começou a tocar piano com 5, e depois de poucos anos, ele sabia que queria se tornar um músico profissional. Mas em uma noite terrível, seu pai violento e abusivo colocou um ponto final em seu sonho. 
O Sr. Malone batia em sua mulher e seus filhos com frequência. A mãe de Norman pedia para que o filho ficasse acordado até tarde para ajudar a proteger seus irmãos mais novos e ela mesma. Naquela noite fatídica, porém, o menino de 10 anos não conseguiu ficar acordado. 
Ele não acordou quando seu pai chegou em casa ou quando ele andou furioso pela casa. Ele só foi acordar no hospital com seus irmãos, e parcialmente paralisado. Seu pai os tinha atacado com um martelo, e agora o lado direito de Norman, incluindo sua mão, era inútil.
Apesar de passar meses no hospital e anos na fisioterapia, sua mão nunca se recuperou. No início, parecia que ele teria que enfrentar uma vida sem seu instrumento amado, mas ele continuou a praticar com sua mão esquerda. Ele simplesmente não conseguia parar, ainda que se sentisse desajeitado e inadequado para a música que queria tocar. 
Então, ele descobriu que alguns compositores tinham escrito músicas especificamente para uma mão. Daquele momento em diante, seus treinos ganharam um novo propósito. Ele encontrou as partituras e trabalhou nelas sozinho. 


Quando adulto, Norman encontrou trabalho como diretor de um coral. Ele passou três décadas fazendo isso de forma bem sucedida, nunca revelando a ninguém de fora da família que ele também era um pianista devotado e excelente. Mas um dia, os seus vizinhos, que tinham ouvido os seus treinos intermináveis, deram um basta: eles ligaram para um jornal e organizaram um concerto. 


Norman tinha agora 78 anos. Ele subiu ao palco pela primeira vez e se sentou perto do instrumento, em frente a um mar de pessoas. Então, ele começou a tocar, e um silêncio tomou conta da sala. Quando o concerto terminou, a platéia ficou de pé para aplaudi-lo. 



Sete décadas depois de se apaixonar por fazer música, esse pianista extraordinário finalmente conseguiu compartilhar seu amor e recebeu a apreciação que merecia. Como seu filho disse: "Se você ama algo, você encontrará um caminho. Mesmo que você fique sem ar, você vai encontrar um caminho." 

Fonte: The San Francisco Globe, via Não Acredito
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