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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Este homem foi encontrado mumificado dentro de um iate em alto-mar. Entenda o que aconteceu.


Imagem de reprodução
O corpo de Manfred Fritz Bajorat, 59 anos, foi encontrado distante da costa de Barobo, em Surigao del Sur, nas Filipinas.

No entanto, o fato do corpo estar mumificado, perto de um rádio – como se ele estivesse tentando uma última chamada, bem como uma série de fotos antigas da família e uma carta para a esposa que estava morta desde 2010, intrigou os investigadores, que até o momento não têm nenhuma evidência da causa da morte ou de quando ele foi morto.



“Por trinta anos estivemos juntos no mesmo caminho. Então, o poder dos demônios foi mais forte do que sua vontade de viver. Você se foi. Que a sua alma encontre paz. Seu Manfred”. Essas trágicas palavras finais para sua esposa que morreu de câncer, em 2010, foram descobertas através de um fórum para marinheiros (kaktusguenther.de) e publicadas pelo Daily Mail. Segundo a reportagem, o corpo de Bajorat foi encontrado sentado próximo a um rádio, como se ele estivesse tentando uma última chamada de Mayday, desesperado para salvar a si mesmo.
O iate em que o corpo de Bajorat se encontrava foi avistado por Christopher Rivas, 23 anos, um local em que pescava junto com um amigo a cerca de 64 quilômetros da costa de Barobo, até que avistaram a embarcação branca cuja vela estava quebrada. O iate media cerca de 12 metros de altura (40 pés) fora nomeado como SAYO e já tinha viajado ao redor do mundo, nos últimos 20 anos.
Dentro da cabine, que estava inundada, foram encontradas as fotografias, que aparentemente retratavam esposa, família e amigos de Bajorat, além de roupas e latas de comida espalhadas. Segundo os investigadores, já foram descartadas a possibilidade de crime e a presença de uma segunda pessoa a bordo, já que, de acordo com a autópsia, o homem morreu de causas naturais. 


Além disso, ainda não está claro por quanto tempo ele ficou dentro do iate. O que se sabe até agora foi identificado graças à papelada encontrada na embarcação ou registro em redes sociais. 


No entanto, se você está se perguntando como é que um corpo pode ser mumificado em alto mar, Frank Rühli, professor e diretor do Instituto de Medicina Evolutiva na Universidade de Zurique, explicou. Em uma entrevista ao Daily Mail, ele afirmou que existem várias maneiras de uma mumificação natural acontecer. “Basicamente, na maioria dos casos, trata-se de uma desidratação dos tecidos que provoca o encolhimento das células”, disse. Em alto mar, geralmente há menos insetos do que na terra, o que dificulta o processo de decomposição. Além disso, o fluxo de ar salgado pode ajudar no processo de mumificação natural.
Sendo assim, o processo de mumificação começa dentro de alguns dias após a morte, dependendo da temperatura, teor de sal, umidade do ar e nível de bactérias no fluxo de ar. Uma vez que esse processo é completo e não há alterações climáticas, a decomposição é interrompida e o corpo fica mumificado, podendo durar indefinidamente.
De acordo com Dr. Mark Benecke, criminologista forense na cidade de Cologne: “A maneira como ele está sentado parece indicar que a morte foi inesperada, talvez um ataque cardíaco”. Até o momento, a embaixada alemã em Manila está trabalhando com as autoridades locais para rastrear a família de Bajora na Alemanha. Acredita-se que ele tenha uma filha chamada Nina, que trabalha como capitã de um navio de carga.

Informações: Daily Mail / Nzherald, via Jornal Ciência

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