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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Ela tinha apenas 11 anos e cometeu crimes horríveis. O que aconteceu com ela depois é inimaginável.


Imagem de reprodução
O mal realmente existe? Esta é uma pergunta que tem assombrado a humanidade por milhares de anos. O clero, filósofos e cientistas tentaram determinar o que faz com que certas pessoas cometam atos horríveis, mas é difícil encontrar respostas conclusivas.







Este também foi o caso com Mary Bell de Newcastle, na Inglaterra. Ela nasceu em 1957 e parecia ser uma menina normal. Mas por trás de sua fachada inocente, se escondia uma escuridão incomensurável. As pessoas se tornam criminosas ou já nascem assim? O que levou Mary a fazer o que fez?


Desde o início, Mary teve uma infância difícil. A mãe dela era prostituta e ela nunca conheceu seu pai biológico. O homem com quem a mãe dela se casou era um ladrão de quinta categoria. A mãe de Mary dizia a ela constantemente que nunca a quis e até tentou matar a menina, fingindo acidentes suspeitos.
Mas Mary sobreviveu e cresceu naquelas circunstâncias horrendas. Aos 11 anos ela já parecia uma adolescente e a razão para seu crescimento prematuro era horrível.



Mary revelou mais tarde que sua mãe a tinha entregue a "clientes". Quando Mary tinha apenas quatro anos, ela foi vítima de abuso sexual e passou sua infância sendo vendida pela mãe. Devido aos abusos, a puberdade da menina iniciou cedo e ela começou a desenvolver uma agressão severa contra si mesma e contra todos à sua volta.
Quanto mais o abuso e a violência contra ela continuavam, mais a raiva se acumulava dentro dela, até que finalmente, em 25 de maio de 1968, ela se manifestou na forma de um crime horrível. Mary sequestrou Martin Brown, de 4 anos, e o levou a uma casa abandonada e depois o estrangulou até a morte.


A polícia não suspeitou de Mary naquele momento e ela pensou que tivesse escapado. Ela tinha tanta certeza, que até perguntou à mãe se podia ir ao velório para poder ver o menino deitado no caixão. 
Mas este não foi o fim dos crimes de Mary. Ela havia matado Martin sozinha e decidiu buscar um cúmplice para ajudá-la a matar sua próxima vítima. Dois meses depois, Mary se uniu a Norma Bell (o nome era uma coincidência, elas não tinham parentesco). As duas meninas sequestraram Brian Howe, de 3 anos, e o estrangularam. Mas dessa vez, elas levaram a coisa ainda mais longe: usando uma tesoura, elas fizeram um "M" na barriga dele e arrancaram a pele de sua genitália. 
Mary logo foi presa pelo crime após se gabar dele, e porque Norma havia dado pistas à polícia. Enquanto estava sob custódia, a menina confessou não só o assassinato de Brian, como também o de Martin. Mary foi avaliada por psiquiatras, que logo determinaram que ela era psicopata. O julgamento levou apenas duas semanas: Mary foi declarada culpada e sentenciada à prisão perpétua.
Como ela tinha apenas 11 anos e era muito jovem para ser mandada para a prisão, Mary foi encaminhada primeiramente a um centro de detenção especial para menores, em 1969. Norma Bell, no entanto, nunca foi condenada pelo crime. Este caso virou manchete nacional e ninguém conseguia acreditar que uma criança pudesse cometer um ato de tamanha crueldade.
Mary parecia não ter um pingo de remorso pelos crimes e falou abertamente sobre como havia fechado as vias respiratórias dos meninos e bloqueado a passagem de ar para seus pulmões. Ela foi considerada uma ameaça para as pessoas na prisão e, eventualmente, acabou sendo colocada em uma ala de segurança separada e sujeita às vontades de "Sua Majestade". Isso significava que ela só seria solta quando eles tivessem evidências suficientes de que ela não era mais uma ameaça para a sociedade.



Mary foi mantida longe da imprensa, e mesmo o público estando curioso para saber mais sobre ela, há pouquíssimas fotos dela em sua vida adulta.
Mary Bell passou 11 anos na prisão e foi finalmente solta em 1980. Perto de sua soltura, a jovem de 22 anos recebeu uma nova identidade e foi mandada para uma outra cidade, para evitar qualquer tipo de vingança contra ela por seus crimes. Mais tarde, quando ela se tornou mãe, a justiça emitiu uma ordem que bania seu nome de ser publicado pela mídia. Mary vive em anonimato em um local não revelado na Inglaterra. Ninguém sabe se a filha dela algum dia soube quem sua mãe realmente é.
Esta é uma terrível história sobre tantas infâncias destruídas. A própria Mary foi vítima de abuso e negligência. Aos 11 anos, ela se sentiu compelida a virar o jogo e descontar sua frustração e agressão em vítimas inocentes. Só podemos esperar que ela tenha encontrado a paz dentro de si e tenha sido capaz de criar sua filha para ser uma boa pessoa. 

Fonte: Serienkillers, Supercurioso, via Não Acredito
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