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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Conheça a chocante história de Sarah Baartman, a africana que virou atração de circo


Imagem de reprodução
Sarah Baartman tinha esteatopigia, uma condição genética que fazia com que ela tivesse nádegas extremamente protuberantes. Por ter uma aparência diferente, ela foi atração de circo durante muitos anos.

Estima-se que Sarah nasceu em 1789 na Província Oriental do Cabo da África do Sul e que sua mãe faleceu quando ela tinha apenas dois anos de idade. Segundo relatos, seu pai morreu quando ela era uma adolescente.




Sarah passou a trabalhar como empregada e teve um bebê com um companheiro, que foi morto por um colonizador holandês. O bebê de Sarah também faleceu. Ela era analfabeta, e um médico britânico chamado William Dunlop fez promessas falsas de levá-la para um tratamento na Europa, e até fez o patrão de Sarah assinar um contrato com essa finalidade.



Porém, ela foi levada para a Europa para ser atração de circo devido a sua aparência, recebendo a alcunha de “A Vênus Hotentote”. Em um ato de ridicularizarão, ela ia de Londres à Paris para multidões observarem suas nádegas. Com o passar do tempo, a “atração” perdeu seu público e Sarah foi vendida a um empresário que a submeteu à prostituição. Ela morreu aos 26 anos, no dia 29 de dezembro de 1815, em decorrência de uma “doença inflamatória e eruptiva” – especialistas sugerem que ela tenha morrido de pneumonia ou sífilis.
Os restos mortais de Sarah foram preservados e expostos em um museu em Paris até 1974, mas Nelson Mandela, depois de sua eleição como presidente da África do Sul, pediu a repatriação de restos de Baartman. 


O governo francês concordou, e isso aconteceu em março de 2002. Em agosto daquele ano, seus restos mortais foram enterrados em Hankey, na província do Cabo Oriental, 192 anos depois de Baartman partir para a Europa.



Vários livros foram publicados sobre o tratamento que ela recebeu e seu significado cultural. “Ela se tornou um molde sobre o qual se desenvolvem múltiplas narrativas de exploração da mulher negra”, escreveu Gordon-Chipembere.

Informações: BBC, via Jornal Ciência 
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