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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A mãe o rejeitou quando viu a sua deformidade e desejou a sua morte. Mas como ele reagiu a isso, é surpreendente.


Imagem de reprodução
Robert Hoge, um escritor australiano de 44 anos, nasceu com um tumor no rosto e deformações graves nas pernas.
Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, ele contou que a própria mãe o rejeitou quando viu seu rosto pela primeira vez, dizendo aos médicos que ele era feio e não o queria. Felizmente, eles acabaram se reconciliando, mesmo após a mãe ter admitido que tinha lhe desejado a morte, porque não conseguia lidar com sua aparência.


Hoje, o ex-redator de discursos e assessor político em Brisbane, na Austrália, escreveu um livro, intitulado como “Ugly” (Feio), de memórias sobre suas experiências, na esperança de ajudar outras pessoas. Hoge contou que nasceu com um tumor “do tamanho de uma bola de tênis de mesa no meio do rosto” e com uma grave deformação nas pernas. Por esse motivo, sua aparência causou espanto na mãe, que só conseguiu vê-lo uma semana após o nascimento. Após uma votação da família, ficou decidido que ele iria para casa se juntar a seus quatro irmãos.



Após tudo isso, os médicos removeram o tumor para criar um nariz novo. Contudo, seus pés e pernas estavam tão danificados que precisaram ser amputados. Em seu livro, Robert relatou as memórias associadas à falecida mãe, dizendo que foi rejeitado por ela desde o nascimento. “Ela disse ao pessoal do hospital que não queria, sob qualquer circunstância, me levar para casa”. No entanto, ela logo começou a visitá-lo no hospital e, em uma das visitas, confidenciou à irmã que o achava “muito feio”.



O escritor disse que, mais tarde, ela acabou se recuperando do choque e começou a se preocupar nas formas em como poderia criar uma criança com tais condições médicas. “Ela abandonou o constrangimento e começou a considerar suas preocupações sobre o impacto que teria sobre meus outros irmãos se me levasse para casa”, disse ele.


Ele contou que, aos 10 anos de idade, começou a tomar consciência de como sua mãe se sentiu quando nasceu. “De vez em quando eu pedia a ela para ler o livro que contava sobre a história de quando não queria me levar para casa”, disse ele acrescentando que os pais sempre foram abertos e honestos sobre os sentimentos vivenciados no dia em que nasceu. No entanto, ele insiste que não se magoou pelas revelações da mãe e da família, e que recebeu muito amor e carinho e que era grato por toda honestidade.



“Minha mãe teve quatro filhos saudáveis ​​antes de mim, não ter algum choque quando uma criança nasce com algum problema médico é o que seria uma surpresa”, afirmou. “Eu realmente não me sinto magoado por minha mãe ter inicialmente relutado em me levar para casa. É como um filme que tem algumas partes tristes no meio, mas com um final feliz”.



Aos 30 anos, quando se tornou pai, começou a perceber realmente o que o que ocorreu naquele dia. “Eu achava que sabia o que minha mãe tinha sentido, mas quando descobri que seria pai, percebi que era, na melhor das hipóteses, uma compreensão intelectual”. “Esperar uma criança é um furacão de emoções, e mesmo com todas as evidências que sugeriam o contrário, eu não conseguia afastar a preocupação de que minha filha nascesse com algum defeito”, disse acrescentando que toda a experiência com a mãe serviu para ajudá-lo a se tornar um pai melhor.
Atualmente, o escritor está em turnê para o lançamento de seu livro, nos EUA, e disse que deseja compartilhar suas experiências para ajudar outras pessoas.


Informações: Daily Mail
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