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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Mulher é estuprada pelo noivo duas vezes enquanto sofria ataque epilético


Imagem de reprodução
Vítima de abuso sexual enquanto sofria um ataque epilético, a britânica Georgina Adams, de 24 anos, decidiu contar como denunciou seu agressor, que também era o seu noivo, a fim de motivar outras vítimas de abusos a relatar os casos à polícia.
Moradora de Longton (Inglaterra), ela conta que foi abusada pelo noivo, Peter Cotterill, de 29, em junho deste ano, quando ela se deitou e, em seguida, começou a sofrer uma das crises. "Ele me estuprou enquanto eu estava tendo um ataque", relembra. "Fui para a cama vestindo um macacão, mas quando voltei da convulsão, vinte minutos depois, me perguntei por que não o vestia o mais", completa.





Depois, ela afirma que sentiu-se "suja e nojenta", além de chateada demais para falar qualquer coisa. No entanto, quando teve coragem de questionar o noivo sobre o que havia acontecido, ele negou tudo.
Georgina manteve silêncio até o mês seguinte, quando recobrou a consciência após outra convulsão e flagrou o homem repetindo o abuso. "Eu dei um tapa nele, fui até a casa de um vizinho e liguei para a polícia. Não sei de onde tirei a coragem [para fazer isso]", relembra, acrescentando que tinha muito medo de denunciar o que estava acontecendo. "Eu estava muito assustada para contar para alguém ou terminar com ele, que ele meu amor de infância e por quem eu estava apaixonada. Mas aquilo foi a gota d'água".

O homem foi preso ainda naquele dia.

O casal estava junto havia cinco anos, e, desde que Georgina foi diagnosticada com a doença, era Peter quem cuidava dela. "Ele era a pessoa em que eu devia poder confiar. De certo ponto era ainda pior que ele fosse meu cuidador, pois ele dizia que queria tomar conta de mim para garantir que eu estava a salvo. Mas agora, na minha cabeça, eu penso: 'foi tudo um plano?'", desabafa a jovem, que está passando por acompanhamento psicológico para superar o trauma.
Condenado por estupro, Peter agora cumpre pena de oito anos de prisão, um tempo que Georgina considera curto demais: "Não acho que seja o suficiente. Nem mesmo 25 anos seria o bastante. Nenhuma sentença irá apagar o que ele fez comigo e as memórias que levarei pelo resto da minha vida".
Embora diga que se sente culpada por ter colocado o rapaz atrás das grades, mesmo que ele mereça, ela afirma que sabe que fez a coisa certa e encoraja outras vítimas a fazerem o mesmo: "Minha mensagem é: Não tenha vergonha. Não seja uma vítima, seja uma sobrevivente. Não deixe isso continuar acontecendo, faça algo a respeito porque é a coisa correta a fazer. Você precisa ter a coragem de fazer isso".

Informações: Rede TV
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