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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Menina de 8 anos morre de hemorragia durante lua de mel após se casar com homem de 40


Imagem de reprodução
Uma menina iemenita de apenas oito anos, identificada apenas como Rawan, morreu de hemorragia interna em sua “noite de núpcias” após se casar com um homem de 40 anos, de acordo com um ativista social e dois moradores locais. O caso resultou em uma onda de protestos que reacendeu o debate a respeito do casamento infantil, segundo informações do The Guardian.

De acordo com Arwa Othman, chefe da Casa de Folclore, do Iêmen, principal ativista social do país, a menina teria se casado na semana passada em Meedi, província de Hajjah, no noroeste do Iêmen. Então, na noite de núpcias, após a relação sexual, ela sofreu uma hemorragia interna por ruptura uterina, o que acabou causando sua morte.



“Eles a levaram para uma clínica, mas os médicos não puderam salvar sua vida”, contou acrescentando que as autoridades não registraram qualquer ação contra a família da menina ou o marido. No entanto, um oficial de segurança da cidade de Haradh, que não quis ser identificado por que não estava autorizado a falar com a imprensa, negou o incidente. Porém, dois moradores de Meedi, quando contatados pela agência de notícia Reuters, confirmaram o caso, dizendo também que os chefes tribais locais tentaram encobrir o incidente quando a notícia se espalhou.
Acredita-se que muitas famílias pobres no país oferecem crianças em casamento para economizar os custos de criação. As meninas são vendidas pois os pais ganham um dinheiro extra relacionado aos dotes de cada uma. Em um relatório divulgado em janeiro deste ano pela ONU, foi revelada a extensão da pobreza no Iêmen. Cerca de 10,5 milhões das 24 milhões de pessoas que vivem ali não possuem suprimentos suficientes para sobreviver. Ainda, cerca de 13 milhões não possuem acesso a água potável e saneamento básico.
A Human Rights Watch (HRW), em dezembro de 2011, pressionou o país para que trabalhasse na proibição de casamento de meninas menores de 18 anos, alertando que a prática privava as crianças de educação e era prejudicial à saúde. Contudo, como o país enfrentava uma onda de protestos políticos contra o presidente, o debate foi enterrado.
De acordo com dados das Nações Unidas e do governo, a HRW informou que quase 14% das meninas iemenitas se casam antes dos 15 anos, enquanto 52% antes dos 18. Embora o Iêmen esteja localizado na Península Arábica, dos 10 países listados com as taxas mais elevadas de casamento infantil, vários estão localizados na África Subsaariana. 

*A imagem de capa é meramente ilustrativa para compor o conteúdo, com informações do jornal The Guardian. 

As informações são do The Guardian / Equilíbrio em vida, via Jornal Ciência




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