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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Esta idosa vive como um pária após ter o corpo coberto por tumores. O que os vizinhos ainda fazem com ela, é estarrecedor!


Imagem de reprodução
Hosineara Begum, de Bangladesh, nasceu com uma condição incomum que a fez desenvolver, pelas últimas seis décadas, centenas de enormes tumores por todo o corpo.

Evitada pelos vizinhos de sua aldeia, que a chamam de “mulher batata”, ela afirmou sofrer com intensas dores e desconforto. Não por menos, diz que a sua única chance de paz é através da morte, de acordo com informações do jornal Daily Mail.





Begum teria nascido com um único e pequeno caroço no lábio. Porém, após um médico cortá-lo, inúmeras saliências começaram a surgir pelo corpo – com algumas crescendo até o tamanho de bolas de tênis. Sua condição, que piora gradualmente, lhe causou a perda de identidade, uma vez que seu rosto foi encoberto pelos crescimentos, que, de acordo com ela, doem e coçam o dia todo, chegando, por vezes, até a sangrar.
Atualmente, ela vive com seu único filho e a família deste, mas se tornou uma espécie de pária entre os vizinhos que a evitam e humilham. “Não aguento mais essa dor. Ninguém fala comigo ou me conhece, as pessoas passam longe quando me veem”, disse ela, acrescentando que até mesmo o próprio neto, de três anos, chora quando a vê.
“Eu vivo como um pária. Acho que a única maneira de ser libertada dessa dor é pela morte”, afirmou.
A bengalesa não pode falar, comer ou usar roupas adequadamente. Ainda, em uma tentativa de aliviar as dores, costuma envolver o corpo em um tecido macio de algodão. Caminhar também é uma tarefa árdua, uma vez que tem que carregar consigo um número interminável de tecido que toma pernas, braços, tronco, rosto e até mesmo couro cabeludo.
Ela contou que, apesar de tudo, teve uma infância feliz. Com apenas 16 anos, seu pai lhe arranjou casamento com um trabalhador de uma aldeia em Narayanganj. “Loucamente apaixonados”, tiveram um filho um ano depois de selarem o matrimônio. Ao recordar seus primeiros anos de casada, ela conta que era uma mulher de aparência “decente”, com apenas alguns pequenos nódulos no rosto e pescoço.
No entanto, após o nascimento do filho, a condição começou a piorar. Seu marido logo entrou em depressão quando descobriu que não poderia financiar um tratamento e acabou morrendo.
“Meu marido me amou e me aceitou mesmo com minha pele incomum”, disse ela. “Nós éramos felizes ​​até que ele morreu em dezembro de 1986. Ele tinha perdido a estabilidade mental e estava infinitamente triste porque não poderia arranjar dinheiro para o meu tratamento”.

“Desde que ele se foi, vivo como uma pessoa indesejada”.
Quando percebeu que a condição havia piorado drasticamente, buscou ajuda médica local e fora da aldeia, mas ninguém pôde diagnosticar sua condição. Sem tratamentos e apenas utilizando remédios caseiros, acabou optando pela homeopatia, mas por um curto período de tempo, uma vez que não tinha como financiá-la.
Frustrada e em agonia, ela apenas chora e reza todos os dias para morrer. “Não tenho mais esperanças”, disse. “Vivo atormentada e agora só quero me ver livre dessa dor. Só Deus pode me ajudar. A morte é melhor do que essa dor terrível”.

Informações: Daily Mail via Jornal Ciência
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