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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Essas quíntuplas nascidas em 1934 cresceram sob os holofotes, mas ninguém percebeu que elas estavam sendo abusadas.


Gêmeos são encantadores, trigêmeos parecem um milagre, e quadrigêmeos naturais são difíceis de imaginar. Não é surpresa que gravidez múltipla ainda é considerada um alto risco. Mas não há muitas histórias semelhantes à da família Dionne.

Youtube/ bear908

Em 28 de maio de 1934, as irmãs Yvonne, Annette, Cécile, Émilie e Marie nasceram em uma modesta fazenda sem água ou eletricidade, em Corbeil, no Canadá. O parto foi realizado pelo Dr. Allan Roy Dafoe e duas parteiras. Ninguém esperava cinco bebês. Eles presumiram que a mãe estava grávida de gêmeos. Até então, não havia casos de cinco bebês que tivessem sobrevivido ao parto. Cada uma das cinco irmãs idênticas pesava pouco mais de 1 kg. 
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Os pais Elizire Legros e Oliva Dionne eram fazendeiros pobres, mas o nascimento de suas filhas os levaram à fama. Já que a família de Dionne estava com pouco dinheiro, eles decidiram apresentar as filhas na Feira Mundial de Chicago como milagres da natureza. Quando o governo soube dos planos, eles retiraram a custódia dos pais e qualquer direito a visitas.

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As cinco meninas foram criadas em um hospital pelo médico que realizou o parto e por outros três responsáveis. Sem a permissão da família, elas foram objeto de vários estudos científicos. As meninas ainda foram usadas em propagandas para xarope de milho e aveia Quaker. O médico ficou famoso e rico graças à sua associação com as quíntuplas.
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As bebês foram tiradas de seus pais por eles quererem expô-las, mas a situação em que se encontravam não era nem um pouco melhor. Quando parque de diversões Quintland reabriu, as irmãs Dionne foram colocadas atrás de um espelho unidirecional pelo qual eram vistas por 6 mil visitantes por dia. Isso enriqueceu os bolsos de muitos envolvidos, inclusive do governo.

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Naquela época, o parque de diversões era a maior atração de Ontário. As meninas foram colocadas em diferentes shows e tinham até bonecas e calendários que os turistas podiam comprar como souvenirs. 


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Finalmente, em 1943, um advogado ajudou as irmãs Dionne a voltarem para seus pais, mas as coisas não melhoraram. Os pais as tratavam de forma dura. Houve mais abuso e as coisas não podiam piorar. Então, aos 19 anos, Yvonne, Annette, Cécile, Émilie e Marie deixaram sua família e cortaram contato.

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Como resultado da infância incomum, as irmãs passaram a vida lidando com vários problemas psicológicos e pessoais: alcoolismo, transtorno bipolar e vários casamentos destruídos. Émilie morreu com apenas 20 anos, no dia 6 de agosto de 1954, após uma convulsão epilética. Marie morreu no dia 27 de fevereiro de 1970 por causa de um coágulo cerebral.

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Em 1997, as três irmãs remanescentes processaram o governo de Ontário por danos e saíram com uma quantia na casa dos milhões de dólares. Bom para elas. Aos 60 anos, elas foram entrevistadas para contar sua história e tiveram um filme feito sobre elas. Nele, você pode ver três mulheres que passaram por muito sofrimento, mas que com muita persistência conseguiram recuperar suas vidas. 

Pelo menos elas têm umas às outras!

Youtube/ bear908
Annette e Cécile ainda estão vivas, mostrando ao mundo o que significa retomar as rédeas de sua vida, sobreviver e prosperar, mesmo depois de tantas pessoas usarem e abusarem delas. Veja este vídeo (em inglês) que conta toda a história:


É difícil imaginar como suas vidas teriam sido diferente se elas tivessem nascido hoje. Como tantas pessoas puderam maltratar essas quíntuplas inocentes? Isso faz você pensar duas vezes sobre todas as crianças que foram colocadas sob os holofotes por seus guardiões. 
Mas é ótimo saber que, mesmo depois de uma infância tão difícil, as pessoas ainda podem se tornar gentis e graciosas como elas. 

Fonte: littlethings, Wikipedia, via Não Acredito
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