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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Venezuelanos invadem Roraima fugindo da fome e da miséria


Imagem de reprodução
A crise humanitária fabricada pelo governo bolivariano da Nicolás Maduro começa a gerar reflexos para o Brasil. O êxodo de venezuelanos desesperados no estado de Roraima obrigou o governo do estado a criar um gabinete de crise para lidar com o fluxo de refugiados do país vizinho.

Os venezuelanos estão atravessando a fronteira seca ao norte do Brasil buscando melhores condições de vida no país. Deixam para trás não só uma das maiores crises econômicas da história de seu país, com dados de fome e pobreza sem precedentes – mas também a violência do governo de Nicolás Maduro. Ainda não há números sobre o êxodo, mas as autoridades já estimam que cerca de 30 mil no território brasileiro. Os principais destinos são Pacaraima (a primeira cidade após a fronteira), Boa Vista (capital do estado) e Manaus.
Assim que chegam, muitos se oferecem para limpar para-brisas dos automóveis nos faróis, além de venderem morangos ou fazerem malabarismo em troco de moedas. Outros simplesmente pedem esmolas. Há até jovens sendo cooptadas pela prostituição. Um dos jovens foi entrevistado pelo Estadão, e relatou que tudo só piorou desde Hugo Chávez.
“A Venezuela piorou muito, muito. Tenho 29 anos e vi como era enquanto (Hugo) Chávez estava vivo e depois como foi piorando”, afirmou o jovem identificado como Javier. Em um especial veiculado em setembro, a Globo ouviu o engenheiro Reinier Salazar. Ele deixou seu país para ser garçom em Boa Vista. “A situação é muito crítica. Não tem comida, e o dinheiro não dá para comprar coisas básicas”, afirmou.
A formação do gabinete de crise contará com representantes de diversas secretarias de governo, além da coordenação do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. A governadora Suely Campos já sinalizou que pretende exigir maior envolvimento do governo federal na crise humanitária. A Polícia Federal já deportou cerca de 140 venezuelanos que não tinham o visto especial concedido na fronteira em Pacaraima.

Agência de Notícias
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