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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Muitos pacientes ainda recusam este tratamento porque é muito nojento, mas no futuro ele vai se tornar cada vez mais importante.


A ideia de colocar larvas (vermes) em uma ferida aberta como forma se curá-la é ao mesmo tempo nojenta e horripilante para muitas pessoas, mas mesmo no último século, infecções crônicas vinham sendo tratadas com sucesso com este método. No entanto, a descoberta, e subsequentemente, a disseminação do uso de antibióticos rapidamente substituiu esta prática como escolha de tratamento por razões óbvias.


Mas considerando o número crescente de pacientes que são resistentes aos antibióticos, nós podemos muito bem ver a volta da terapia larval.

O que é a terapia com larva?

Larvas - frequentemente da mosca varejeira - são colocadas na ferida aberta para comerem os tecidos mortos. As secreções das larvas matam os germes limpando a ferida, incluindo as bactérias resistentes aos antibióticos. Além disso, o crescimento de novas bactérias é evitado e as células saudáveis da pele não são danificadas.

É assim que é feito o tratamento:

Há dois tipos de tratamento: no primeiro, as larvas são simplesmente colocadas na ferida. Por volta de 10 larvas são colocadas em cada centímetro quadrado da ferida. Hidrogel é colocado na beirada da ferida aberta para evitar que as larvas saiam dali.


Uma rede ventilada é posta sobre as larvas, que depois são cobertas com gaze e uma faixa.


A outra variante é o chamado método "bio bag". Aqui, uma membrana porosa é colocada na ferida e coberta com gaze. Esta é uma opção menos nojenta para os pacientes.
Nos dois casos, os curativos devem ser trocados a cada três dias para que a larva possa ser retirada. Todo o processo é repetido até a melhora na ferida ser notável.


Esta terapia é uma boa alternativa para pacientes que não estão respondendo aos antibióticos, e pode muito bem ser um tratamento que nós veremos mais no futuro.

Cuide-se
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