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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Essa mãe para o seu bebê e deseja que ele estivesse morto. Anos mais tarde, ela tem vergonha desses pensamentos.


Quando Robert Hoge nasceu na Austrália há 44 anos, sua mãe mal podia olhar para ele. Ela achava o próprio filho grotesco, e por uma semana inteira, não quis levá-lo para casa com ela. Ela até mesmo se pegou desejando que ele estivesse morto. "Ele é tão feio", ela confidenciou à irmã.
YouTube/ TEDx Talks
O filho dela tinha um tumor enorme no nariz e vários outros defeitos de nascença. Mas apesar das expectativas do contrário, o relacionamento entre Robert e sua mãe era tudo menos ruim. Robert tem um carinho enorme pela mãe por causa da influência inspiradora que ela teve em colocá-lo no caminho correto na vida.
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Depois de uma reunião de família, a mãe de quatro crianças decidiu finalmente levar o bebê para casa. Com o passar dos anos, ela não só aprendeu a abrir o seu coração para ele, como também aprendeu a amá-lo e aceitá-lo exatamente como ele era.

Robert Hoge
Claro que no início ela ficou sobrecarregada por tomar conta de uma criança com deficiência física. Mais do que tudo, ela tinha medo de como outras pessoas reagiriam a ele. E ela estava naturalmente preocupada que Robert sofresse bullying e implicância por causa de sua aparência.
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Mas por conta da situação de Robert, a família ficou extremamente unida. Todos apoiaram incondicionalmento o membro mais novo da família. Quando ele ainda era uma criança, o tumor benigno foi removido de seu nariz em uma operação complexa. Como a maior parte do nariz dele teve que ser removida durante a cirurgia, o médicos o reconstruíram depois usando cartilagem dos dedos de seu pé.
Infelizmente, as pernas dele, que tinham malformação, não puderam ser salvas. Ela estavam em tão más condições que os médicos decidiram amputá-las e colocar duas próteses em Robert.

Robert soube dos sentimentos negativos que sua mãe um dia teve com relação a ele porque quando ele era pequeno, ela lia o diário dela para ele em voz alta. Ela havia começado a escrever seus pensamentos por conselho de um médico. Ali, junto com outros medos particulares, ela tinha escrito: "Eu não senti nada por este bebê". A princípio Robert não podia entender porquê a mãe dele não o amou desde o começo. Às vezes isso o deixava triste e ansioso.
Mas mais tarde ele viu tudo sob uma perspectiva completamente diferente. "Eu acho que eu tive alguns momentos em que fiquei um pouco preocupado e não pude entender bem, mas eu acho que um dia simplesmente fez sentido, e era como em um filme que tem algumas partes tristes no meio, mas tem um final feliz", refletiu Robert sabiamente.
No entanto, o homem, hoje com 44 anos, quer enfatizar que ele só tem sentimentos positivos com relação a mãe dele. Ele descreve sua criação como "incrível, amorosa e cuidadosa".

Quando tinha 30 anos, Robert se tornou pai de duas meninas. Ele está convencido de que a experiência dele com sua mãe o ajudou a ser um bom pai para suas filhas. Hoje ele vivem com sua mulher Katy em Wynnum, Australia.
Twitter/ AustralianStory
Apesar de sua aparência e limitações físicas, Robert foi longe em sua carreira. Ele começou como um jornalista de sucesso, depois entrou no serviço público, e finalmente se tornou palestrante e autor.

Em 2013, ele publicou suas memórias em um livro entitulado Ugly (Feio, em tradução livre). Com este livro ele espera ajudar outras pessoas a se aceitarem como são. Além disso, ele que mostrar que é possível atingir seus objetivos apesar de uma aparência que não combine com os ideais de beleza da sociedade.

Robert deu ainda um passo além: ele não quis fazer nenhuma outra operação que pudesse lhe dar uma aparência mais "normal". Outras pessoas poderiam ter sido destruídas com esse destino, mas Robert o usou como motivação para tirar o melhor proveito da vida e atingiu um sucesso impressionante. Ele é tudo menos feio.

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