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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Saiba porque Michael Phelps e outros atletas olímpicos estão com o corpo repleto de manchas vermelhas circulares


Imagem de reprodução
Diversos atletas olímpicos, incluindo Michael Phelps, estão sendo fotografados nos últimos dias com a pele tomada por círculos vermelhos. Nadadores e ginastas, particularmente da equipe dos EUA, ostentam as manchas espalhadas pelo corpo. E podemos garantir: não são mordidas de amor ou marcas de uma disputa de paintball! Os esportistas, na verdade, têm se submetido a uma terapia conhecida como “cupping” ou ventosaterapia, em português.

Trata-se de uma técnica milenar de origem chinesa. Normalmente, é utilizada para acelerar a cura de contusões musculares. No caso dos atletas, o cupping ajuda na recuperação da fadiga física causada por treinamentos intensos. Os esportistas garantem que as dores são amenizadas com as sessões.
Mas… E como surgem essas manchas? O cupping consiste em posicionar pequenos recipientes no corpo com uma chama dentro. Os vasilhames costumam ter um formato similar ao de uma xícara e ficam completamente vedados. Quando o fogo apaga, a queda da temperatura e o consumo do oxigênio criam a sucção que adere cada copo à pele.


Existem dezenas de outras técnicas de recuperação – incluindo massagem desportiva, sauna, banhos de gelo e roupas de compressão, mas o ginasta norte-americano Alex Naddour declarou ao “EUA Hoje” que o cupping foi sua melhor descoberta e o livrou de muitas dores. “Tem sido um dos meus segredos para me manter saudável ao longo deste ano”, disse ao jornal.
Nadadores como a norte-americana Natalie Coughlin e o bielorruso Pavel Yankovich inclusive já publicaram fotos mostrando o tratamento. O cupping se tornou o “queridinho” dos atletas em busca da tão desejada recuperação muscular.



Até então, especialistas consideram que a prática é relativamente segura se aplicada por profissionais com experiência, mas ressaltam que não se trata de um tratamento médico comprovado. “Não há nenhuma evidência para sua eficácia, além dos relatos. É uma técnica que não foi submetida a ensaios clínicos”, declarou o professor Edzard Ernst, da Universidade de Exeter, à BBC.

BHAZ
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