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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Químicos explicam o que acontece com o cérebro quando você está prestes a morrer


Imagem de reprodução
Você já parou para pensar o que o corpo sente minutos antes da hora da morte? Em um novo vídeo, cientistas explicam exatamente como a química do cérebro reage momentos antes de alguém ser morto por um assassino.
A Sociedade Americana de Química, nos EUA, destaca que a experiência de assistir pessoas sendo perseguidas por assassinos em um filme de terror é realmente semelhante a estar lá, embora menos intensa.
Segundo os químicos, primeiramente, o corpo é tomado por uma intensa sensação de medo, que é uma resposta evolutiva que leva a algumas ações, como reagir ou fugir. O medo poderia ser controlado por um grupo de neurônios que formam o núcleo paraventricular, conhecido como o tálamo. Esta região do cérebro é extremamente sensível à tensão, atuando como um sensor de tensão tanto psicológica quanto física.
“Quando o sinal atinge a substância cinzenta periaquedutal, ele muda para um estado de alerta”, explica o vídeo. O medo assusta a pessoa para fazê-la reagir, que é quando a resposta pela luta ou fuga é desencadeada, fazendo com que as glândulas suprarrenais comecem a bombear adrenalina. Isso aumenta a frequência cardíaca, aguça os sentidos e proporciona acesso a enormes quantidades de energia, a fim de lidar com as ameaças à sobrevivência.
Às vezes, a ameaça é tão intensa que pode causar uma resposta de “congelamento”. Isto poderia ser interpretado como o cérebro sendo oprimido, ou ele pode ter evoluído para se manter escondido dos predadores. Se você conseguir ficar longe do assassino, provavelmente vai começar a gritar. “Nós percebemos os gritos em uma parte completamente diferente que o cérebro usar para linguagem. Ao contrário do discurso normal, gritos vão dos ouvidos para a amígdala, que é o centro de emergência do cérebro. É como se o grito estivesse compartilhando a química do cérebro”, diz o vídeo.
Gritos são, na maior parte, instintivos e usados para alertar outras pessoas do risco. Caso o assassino alcance a vítima, ela, provavelmente, sentirá dor. Ao ser ferida, neurônios chamados nociceptores enviam mensagens para o cérebro, recolhidas pelo tálamo, que tentam dizer ao cérebro para fazer o que for possível para evitar que o prejuízo aconteça novamente.
“Então, agora, você está morto no chão”, continua o vídeo. “Supondo que nenhuma lesão cerebral maciça tenha sido infligida, neste ponto você estaria clinicamente morto”. Porém, o cérebro continuaria trabalhando. De acordo com estudos recentes, o cérebro parece sofrer um aumento final de energia, que pode ser associado à consciência. “Algumas pessoas acreditam que esta é uma explicação para as experiências de quase morte”, acrescenta o vídeo.
Em seguida, ocorre a morte biológica. O que acontece depois disso, nenhum cientista é capaz de descobrir – pelo menos não até o momento.

Informações Daily Mail, via Jornal Ciência
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