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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Responsável por ter divulgado vídeo de estupro coletivo de menina de 16 anos se entrega à polícia


Raí de Souza admitiu à polícia ter sido responsável por divulgação, na internet, de imagens de adolescente que afirma ter sido vítima de estupro coletivo no Rio (Foto: Daniel Silveira/G1)
Raí de Souza, de 22 anos, já havia prestado depoimento na sexta-feira (27). Jovem se entregou na DCAV e será levado para a Cidade da Polícia.

Raí de Souza, de 22 anos, um dos seis suspeitos já identificados de participar do estupro coletivo de uma jovem na Zona Oeste no Rio, se entregou à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (30), na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), no Centro do Rio.
O rapaz, que deve ser levado ainda nesta segunda para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte, foi ouvido na noite da última sexta-feira (27) e assumiu ser responsável pela divulgação, na internet, das imagens da adolescente. Até então, ele não estava entre os suspeitos identificados pela polícia como envolvidos no caso.
À época, o delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), Alessandro Thiers, afirmou que "a versão dele aponta que ele [Raí] filmou e que quando ele comenta que 'trinta passaram aqui' que estava fazendo referência a um funk".
Na última sexta, Raí foi à Cidade da Polícia junto de Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, jogador de futebol que a adolescente disse à polícia ser seu namorado. Segundo o depoimento da menor, Lucas teria saído com ela na noite anterior ao estupro. O delegado disse que Lucas negou namorar a garota e Raí foi quem assumiu ter tido relações sexuais com ela.

Jovem chegou acenando na Cidade da Polícia

No dia que prestou depoimento, Raí chegou à DRCI acenando para fotógrafos e cinegrafistas e, ironizando a "fama" do amigo Lucas, não quis falar com a imprensa. O advogado dele, Claúdio Lúcio, confirmou que ele admitiu ser autor das imagens, mas negou que tenha ocorrido estupro.
"Ele falou que, tá lá no depoimento dele, que ele realmente tinha filmado, que ele tava falando que 'é dos 30', tentando se vangloriar, mas que realmente não foi ele, que não houve estupro, houve um ato sim, permitido pela suposta vítima", disse o advogado.
O advogado que representa Lucas, Eduardo Antunes, também negou que tenha ocorrido estupro. Questionado sobre a citação no vídeo divulgado com as imagens da vítima nua e desacordada de que 30 homens teriam praticado ato sexual com ela, ele também disse se tratar de uma menção a uma música conhecida na comunidade onde o caso ocorreu.
"A questão dos 30 foi que existe um rap conhecido na comunidade que exalta um dos personagens lá do local dizendo que ‘o fulano é o cara, engravidou mais de 30’. Foi isso que me foi passado, eu não conheço o teor da música", disse Eduardo.
Além de Raí e Lucas, o delegado Alessandro Thiers ouviu, na sexta-feira, uma adolescente que disse ter se relacionado sexualmente com Lucas na mesma noite e no mesmo local onde a adolescente e Raí mantiveram relações sexuais.
O imóvel, que segundo o delegado é denominado como "abatedouro" [lugar usado para sexo], localizado na comunidade do Morro do Barão, na Zona Oeste do Rio, foi periciado após operação policial na tarde desta sexta.

As informações são do G1

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