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segunda-feira, 30 de maio de 2016

"Ela está acostumada a fazer bacanal" Mãe de rapaz que participou de estupro coletivo diz que menina abusada é doente


Raí de Souza e Lucas Perdomo foram presos nesta segunda; a foto mostra apresentação à polícia para depoimentos na sexta WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Parentes e vizinhos de Raí de Souza, de 22 anos, um dos seis homens suspeitos de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos na zona oeste do Rio de Janeiro, fazem nesta segunda-feira (30) um protesto na Praça Seca, perto do local do crime, em defesa dele.

Para a polícia, Raí é suspeito de gravar o vídeo da violência sexual contra a adolescente. Contra ele havia um mandado de prisão temporária. O advogado de Raí, Alexandre Santana, afirmou que o suspeito se apresentou à polícia por não ter nada a ver com o crime. O defensor negou que Raí tenha gravado o vídeo, mas admitiu que as imagens foram registradas no celular dele. O advogado informou que um homem chamado Jeferson, que seria traficante, foi o autor do vídeo.
Com cartazes com frases como "Não houve estupro" e "Estupro ou orgia?", parentes e vizinhos sustentam que Souza teve relação sexual com a menina com o consentimento dela.
"Ela está acostumada a fazer bacanal. É uma doente. Todo mundo no morro a conhece desde criança, sempre foi assim", disse Neide Souza, de 52 anos, mãe do acusado.

O perfil de Raí de Souza publicou foto da manifestação Reprodução/Facebook


A manifestação contou com o apoio de cerca de 30 pessoas.

"Eles dois saíram do baile funk juntos de madrugada e foram transar. Ele saiu de lá depois, normalmente. Nada aconteceu como ela falou. Toda comunidade tem sua regra. Estupro é proibido", afirmou Surian Souza, irmã de Raí.
Souza é lutador e professor de muay thai e foi defendido também por amigos. Ele aparece sorrindo nas imagens feitas pela imprensa na saída do depoimento que ele prestou à polícia, o que gerou revolta nas redes sociais, pois seria um deboche da situação. Amigos justificaram o gesto dizendo que significava a certeza de sua inocência.
O caso veio à tona na quarta-feira passada (25) e aconteceu no Morro da Barão, próximo à Praça Seca. A polícia fez nesta segunda-feira operação no local e em outras favelas da região em busca dos suspeitos.

"Me culparam por uma coisa que eu não fiz", diz vítima

Em entrevista ao Domingo Espetacular, a adolescente reclamou da condução das investigações do caso feita pela Polícia Civil. A jovem disse que foi constrangida e se sentiu desrespeitada na delegacia durante os depoimentos que prestou.
— Foi horrível [prestar depoimentos]. Eles me culparam por uma coisa que eu não fiz. Perguntaram o que eu estava fazendo lá, falaram que eu estava lá porque eu tinha envolvimento, se eu já tinha feito sexo grupal. [o delegado estava] Querendo me botar de culpada de todas as formas. Falei que não ia mais responder, que não era obrigada a responder.
A delegada Cristiana Onorato, da DCAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima), afirmou em entrevista à imprensa, nesta segunda-feira, que o vídeo publicado em redes sociais prova o estupro coletivo.
— Está provado, não pelo laudo, mas com outras provas. Quais? O vídeo. O vídeo prova o abuso sexual, além do depoimento da vítima.

Informações: R7

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