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terça-feira, 29 de março de 2016

Professora coloca criança para fora da janela e caso gera polêmica


Imagem de reprodução
A professora que foi fotografada segurando as mãos de uma criança de 4 anos do lado de fora de uma janela, em Boa Esperança (MG), foi afastada da escola por tempo indeterminado. A foto foi divulgada na quarta-feira (23) e, indignada, a família procurou a polícia. A decisão foi anunciada após uma reunião com o Conselho Tutelar na manhã desta segunda-feira (28).

A imagem que mostra a menina pendurada na janela da escola foi tirada por uma prima da criança. A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Militar e informou o caso ao Conselho Tutelar. A Secretaria Municipal de Educação também foi colocada a par do ocorrido.
“As medidas enquanto secretaria foi afastar a professora da escola. Agora nós estamos instaurando um processo administrativo pra que seja encaminhado para o jurídico, onde tem uma comissão que avalia o caso, e logo nós teremos o retorno. Ela vai ficar afastada do cargo até a comissão da prefeitura dar um parecer sobre a posição dela”, afirmou a secretária de Educação, Adriana Figueiredo Reis Lima.
Na reunião desta segunda-feira, foram ouvidos a professora e os responsáveis pela menina, que são os tios da criança. A professora disse que colocou a criança do lado de fora porque a menina estava agitada e queria pegar uma garrafa que estava do lado de fora.
Na quinta-feira (24), o diretor da escola, Leydson da Costa Porto, já havia dito que a profissional agiu na intenção de acalmar a criança. A versão, segundo ele, foi apresentada pela professora durante uma reunião entre a direção da escola, o Conselho Tutelar e a família da criança, que posteriormente registrou um boletim de ocorrência na Polícia Militar. De acordo com o diretor, o histórico da professora, que tem 25 anos de profissão, é bom.
Segundo a tia da menina, Lília Joseane da Silva Forsan, a criança é acompanhada por um psicólogo desde que foi transferida para a escola onde o caso aconteceu, e que foi um pedido da instituição. Mas, segundo ela, o diagnóstico do especialista é de que a menina não tem problema e que a agitação é normal por ela estar em uma escola nova.
“Neste momento, ela deu esta versão, porque no momento em que a gente estava na reunião na sala com os conselheiros e os diretores, não foi essa a versão que ela deu. Ela está tentando se justificar, mas a menina não tem problema nenhum, ela pode ser um pouco agitada, mas não tem problema e a versão que ela deu é mentira”, disse Lília.
A tia disse ainda que a menina será transferida para outra escola e que aguarda os documentos para ela reiniciar os estudos nesta terça-feira (29).
O resultado da apuração do Conselho Tutelar vai ser encaminhado ainda nesta segunda-feira para o Ministério Público, que vai analisar a atitude da professora com a menina de 4 anos. Já o processo administrativo que corre pela Secretaria de Educação, o prazo de conclusão é de 15 a 20 dias, segundo a secretária.

Informações: G1
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