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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

LG demite 453 funcionários da fábrica em Taubaté, interior de São Paulo


Fábrica da LG em Taubaté, interior de São Paulo
A LG demitiu 453 funcionários da planta de Taubaté, no interior de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (4). A empresa diz que a medida tem como objetivo adequar a produção à demanda.

De acordo com a multinacional, a crise econômica provocou queda nas vendas do setor e atualmente a empresa utiliza apenas 30% de sua capacidade produtiva.
A unidade empregava cerca de 2 mil funcionários antes dos cortes - as demissões correspondem a pouco menos de 25% do efetivo da unidade.
Na manhã desta sexta-feira, executivos da empresa participaram de uma nova rodada de negociação envolvendo o Sindicato dos Metalúrgicos em São Paulo. O encontro teve a presença do Secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, José Luiz Ribeiro.
Após a reunião, como não houve acordo, as negociações foram consideradas encerradas pela LG. A previsão inicial era demitir 600 funcionários, considerados mão de obra excedente. Segundo a empresa, a negociação com o sindicato durou quatro meses.
A multinacional comunicou que vai manter por três meses adicionais o plano de saúde dos demitidos e seus familiares, além de oferecer um programa de recolocação profissional - os moldes não foram informados.
A LG produz em Taubaté televisores, monitores e celulares. Neste ano, a empresa já havia demitido 285 empregados.

Crise

Trabalhadores demitidos se reuniram em frente a
fábrica após o corte (Foto: Peterson Grecco)
A LG vem adotando ao longo deste ano uma série de medidas para amenizar o impacto da crise. Entre elas estão férias coletivas comcedidas em 14 períodos e programas de demissão voluntária,
Segundo a unidade, a suspensão dos contratos de trabalho 'layoff' e o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) do governo federal, que reduz salários e jornada dos trabalhadores, foi analisado, mas não atende às necessidades de redução de custo necessária à empresa a curto e médio prazo.
Além disso, a isenção de ISS e IPTU também foi considerada uma medida de baixo impacto para a manutenção dos empregos.

Sindicato

O Sindicato dos Metalúrgicos foi procurado para comentar as demissões, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Informações G1
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