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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Incrível: Seria o fim da calvície? Medicamento para artrite regenerou completamente os cabelos de um homem careca



Pesquisadores da Universidade de Yale conseguiram aproveitar, com sucesso, um medicamento para artrite na regeneração de cabelos de um homem, totalmente careca, de 25 anos de idade.

O homem, que não foi identificado, foi encaminhado para o setor de dermatologia da universidade, esperando curar uma irritação na pele chamada psoríase.
Ao avaliar o caso, os cientistas cogitaram a hipótese de que talvez fosse possível curar tanto a vermelhidão na pele como a calvície que ele tinha, com o mesmo remédio.
Para isso, eles conseguiram manipular o citrato de tofacitinib, um fármaco comum em medicamentos para artrite reumatóide, a partir de um estudo sobre essa doença autoimune chamada alopecia universalis, popularmente conhecida como calvície.
A alopecia é uma condição que afeta homens, mulheres e crianças. Nesse caso, o problema maior é encontrado no sistema imunológico do paciente, que ataca os folículos pilosos por acidente, fazendo com que a pessoa quase não tenha pelos em seu corpo.

Apesar de não afetar a condição física, a alopecia pode causar danos graves no emocional da pessoa, prejudicando sua autoestima e confiança. Existem vários níveis de gravidade, mas ela é denominada “universalis” quando há perda total de cabelos e pelos no corpo.
Após a manipulação do medicamento, o homem ingeriu 10 mg do composto por dia durante 2 meses, e depois aumentou para 15 mg, continuando o tratamento por mais 6 meses. No final, o homem já tinha cabelos na cabeça e pelos no corpo inteiro, algo que ele não conseguia ter desde os 7 anos de idade.
"Os resultados são exatamente o que esperávamos", disse Brett A. King, autor sênior do estudo, publicado no Journal of Investigative Dermatology. "Este é um enorme passo para o tratamento de pacientes com esta condição". De acordo com King, os cientistas acreditam que a droga funciona “desligando” o ataque do sistema imunológico em folículos pilosos.
Atualmente, não há nenhuma cura ou tratamento a longo prazo para pessoas com alopecia. Assim, este foi o primeiro caso documentado sobre a possibilidade de tratá-la que obteve sucesso, porém ainda é preciso mais estudos para verificar as exceções ao medicamento e se existe possibilidade de usá-lo em pessoas que ficaram carecas sem doenças autoimunes.
Fonte: Jornal Ciência

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